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Promotor detalha ataque de jovem a creche e revelações impactam: ‘batendo com as facas nos vidros das janelas’

Fabiano está preso de forma preventiva aguardando julgamento do caso que impactou a cidade de Saudades.

SCC 10 / G1

O ataque cometido por Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, na Escola Pró-Infantil Aquarela, na cidade de Saudades, no início deste mês, deixou o país perplexo. Disposto a matar, o adolescente invadiu a unidade armado com um facão e vitimou cinco pessoas, – três bebês menores de 2 anos e duas funcionárias da creche. 

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Preso em uma penitenciária de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, o jovem se tornou réu no inquérito, e aguarda julgamento do caso. Ele ficou internado em um hospital por mais de uma semana, após tentar tirar a própria vida, desferindo golpes em si com a mesma arma do crime. 

Detalhes fortes 

Na última segunda-feira (24), o promotor Douglas Dellazari, que acompanha o caso, trouxe novas revelações acerca do inquérito que apurou a ação do adolescente no dia 4 de maio. Por volta das 9h15, o jovem foi até a sua residência, pegou a mochila com as facas e se dirigiu para a creche em uma bicicleta.

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Segundo o promotor, o objetivo do jovem era fazer o máximo de vítimas possível, sem dar chances de defesa para seus alvos. 

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“Com a brutalidade incomum, multiplicidade de golpes absurdos, sem nenhuma chance de defesa dessas vítimas. Uma das professoras sofreu muito, com as vísceras já expostas”, disse o promotor.

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Cenário de terror

Ainda de acordo com Dellazari, Fabiano Kipper tentou invadir outras salas após ter golpeado as duas professoras e quatro crianças, mas outras docentes conseguiram salvar as demais crianças, se trancando nas salas da creche, impedindo a entrada do agressor.

O jovem chegou a entortar estruturas da unidade com chutes durante as investidas. Após não conseguir entrar nas salas, Fabiano passou pelas salas ‘batendo com as facas nos vidros das janelas’, intimidando as professoras. Pouco tempo depois, ele tentou se matar ainda na unidade, e foi socorrido em estado grave para o Hospital de Pinhalzinho, e diante do risco, foi transferido para o Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó. 

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