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Adolescente que matou cinco em creche pesquisou sobre serial killers e planejou ataque: ‘busca de fama’

Fabiano Kipper tentou tirar a própria vida após matar cinco vítimas em creche no interior de SC.

UOL - Montagem

O ataque cometido na creche Aquarela no dia 4 de maio chocou o país e deixou moradores da pacata cidade de Saudades perplexos com a violência brutal, algo atípico no município do Oeste Catarinense. Armado com um facão, um jovem de 18 anos provocou cenas de terror e ceifou a vida de cinco pessoas, sendo três crianças menores de 2 anos. 

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Disposto a atingir o máximo de vítimas possível, o jovem Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, tentou invadir outros locais da unidade escolar, mas o cenário de tragédia não foi maior porque as professoras conseguiram trancar os alunos dentro das salas. Na sequência, ele tentou tirar a própria vida com a arma do crime, um facão de 80 cm, e foi encaminhado em estado gravíssimo para um hospital.

Friamente calculado 

Na última sexta-feira (21), o Ministério Público de Santa Catarina denunciou Fabiano, e encaminhou à Justiça um pedido para o adolescente seja julgado por 19 homicídios triplamente qualificados – cinco que ele consumou, e outros 14 tentados contra outras pessoas que estavam na creche no momento do ataque. 

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Nas investigações feitas no computador e celular do jovem, os investigadores da Polícia Civil descobriram que Fabiano fez uma busca intensa e se preparou para realizar o ataque a creche, escolhendo o local pelo fato da unidade ser mais vulnerável. 

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“A única motivação do autor foi a busca de fama. Os relatórios dos dados e das informações obtidas pela quebra do sigilo dos aparelhos eletrônicos demonstram que, durante o período em que planejou o ataque, o homem participou de fóruns de discussão na internet sobre crimes violentos, pesquisou serial killers e tentou comprar armas de fogo”, disse a nota emitida pelo Ministério Público de Santa Catarina. 

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Fabiano Kipper está detido de forma preventiva em uma unidade prisional de Chapecó. Antes de receber alta do hospital, o jovem chegou a conversar com os investigadores, e não optou pela presença de um advogado.

O jovem de 18 anos é representado por Demetryus Eugenio Grapiglia, que já teve uma conversa com o cliente, e revelou que o mesmo não entende o que aconteceu e que apresenta falas desconexas. A defesa já solicitou exame para comprovar que Fabiano tem problemas mentais, versão contestada pelos investigadores e MPSC.

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