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Com cicatrizes, desnutrido e em pânico: situação em que menino autista preso pela mãe e avó foi achado comove

Menino de 8 anos foi resgatado após denúncias anônimas de vizinhos; imagens foram feitas.

R7

O caso do menino autista, de 8 anos, resgatado pela Polícia Civil na última segunda-feira (17), após ser mantido em cárcere privado, em Belford Roxo (RJ), teve novos desdobramentos nesta quarta-feira (19). Em determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), a prisão preventiva da mãe e da avó da vítima foi decretada.

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Ambas haviam sido detidas em flagrante após a ação policial na residência. O menino era mantido em um cubículo, em uma espécie de galinheiro, e foi encontrado bastante debilitado, sendo privado de água e comida. A movimentação da polícia se deu após denúncias anônimas de vizinhos, que se comoveram com a situação protagonizada pelo menino. Uma das testemunhas chegou a fazer imagens para revelar o cenário de maus-tratos.

Responsável por determinar a prisão preventiva das suspeitas, o juiz Rafael de Almeira Rezende detalhou o estado deplorável em que o menino foi encontrado. “O menor chegou ao hospital fraco, desnutrido, com falhas no cabelo, cicatrizes arredondadas, dentes escuros e em estado de pânico, por ter sido submetido a intenso sofrimento físico e mental por parte de sua mãe e avó”, disse o magistrado.

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As duas mulheres estavam na casa no momento da operação e foram autuadas em flagrante pelos crimes de cárcere privado e tortura qualificada em função da vítima ser criança. O menino foi socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal de Belford Roxo. 

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Maus-tratos

Segundo algumas testemunhas, o menino autista estava em um local de pouco espaço, sem nenhum tipo de higiene. Há relatos de que o garoto era dopado com calmantes. A justificativa dada pela avó e a mãe era que o menino tinha perfil agitado. 

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Segundo o delegado Alexandre Netto, responsável pelas investigações do caso, disse que o menino apresentava sinais que evidenciam que era vítima de maus-tratos há um longo período. Além dele, outros três meninos moravam na mesma residência, e acabaram sendo entregues ao Conselho Tutelar. 

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