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Médico que der atestado falso para ‘furar-fila’ da vacinação da Covid-19 pode ter registro cassado

Nos últimos dias as redes sociais vem sendo muito usada para denúncia de pessoas que tem pedido atestado de comorbidade falso a médicos particulares.

Getty Images / BBC News Brasil

Um médico que emitir atestado para uma doença que não existe, para que assim o paciente seja incluído no grupo prioritário e tomar a vacina contra a covid-19 pode ter o seu registro cassado, desta forma, ficando impedido de exercer a profissão.

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Denúncias de pessoas pedindo a seus médicos particulares atestados falsos vêm se multiplicando nas redes sociais nos últimos dias. Como o principal objetivos, esses pacientes esperam ser vacinadas de uma forma prioritária, isso de acordo com as diretrizes recentes de imunização do Ministério da Saúde.

Contudo, vale ressaltar que essas diretrizes servem apenas como uma espécie de orientação para os Estados, isso tendo em vista que cada estado possui a liberdade para alterar os grupos prioritários de vacinação. Devido a esta liberdade, a dinâmica de vacinação acaba variando de acordo com o local em que o cidadão mora. Desta forma, a documentação necessária para comprovar a comorbidade também acaba variando.

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Desde o início da campanha de imunização o Ministério da Saúde vem orientando que as autoridades locais incluam como critério de idade em grupos com intervalos de cinco anos, isso dentro do universo dos brasileiros acometidos com comorbidades.

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No Estado de São Paulo, por exemplo, na última sexta-feira, 14, começaram a ser vacinadas todas as pessoas de 50 a 54 anos com comorbidades. No Estado, para receber a vacina contra a doença, é preciso comprovar a comorbidade com receita, prescrição médica ou exame.

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Vale ressaltar que as pessoas com comorbidades acabaram entrando na fila dos grupos prioritários após idosos que vivem em instituições de longa permanência, povos indígenas, trabalhadores de saúde, idosos com faixas etárias a partir de 60 anos e ainda forças de segurança que atuam nas ruas e também na repressão a ilícitos.

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