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Preso há quase dois meses, Jairinho sofre punição da Alerj e nota é emitida: ‘Não é cabível’

Jairinho foi preso juntamente com Monique Medeiros no dia 8 de abril, e cumpre detenção preventiva.

UOL/MONTAGEM

Detido desde o dia 8 de abril por ser o principal suspeito na morte do menino Henry Borel de Almeida, de 4 anos, o vereador Dr. Jairinho sofreu uma nova punição na última quarta-feira (19). Em decisão tomada, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) revogou a resolução que concedeu a medalha de Tiradentes ao parlamentar. A honraria é a mais alta da casa. 

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O pedido de revogação foi apresentado pelo deputado estadual Noel de Carvalho (PSDB) e foi aprovado de forma unânime. 

“Não é cabível que pessoas envolvidas em escândalos tão brutais, como é o caso do possível assassinato do menino Henry Borel, de 4 anos de idade, ou acusações de agressões a ex-esposa e ex-namoradas e seus filhos, estejam entre os homenageados pela honraria”, afirmou o deputado Noel de Carvalho. 

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O deputado ainda utilizou evidências e provas do inquérito da Polícia Civil para aprofundar seus argumentos na revogação de concessão da honraria. Na oportunidade, Noel citou que Jairinho é acusado de torturar Henry, antes da morte do menino, e foi detido por atrapalhar as investigações do caso.

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Outras punições 

Jairinho já foi expulso do Solidariedade, partido que integrava, e afastado do Conselho de Ética da Câmara do Rio. Agora, parlamentares discutem o afastamento definitivo do vereador, que se acontecer será o primeiro da história da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. 

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O parlamentar e a mãe de Henry, a professora Monique Medeiros, foram indiciados por homicídio triplamente qualificado. O vereador se encontra detido no Bangu 8, enquanto a mulher está isolada no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói. Ambos aguardam os próximos passos do inquérito, que está sob posse da Justiça, após a Polícia Civil investigar o caso por quase dois meses. 

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