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Caso Henry: delegado traz revelações dos bastidores das investigações e conta que foi impactado por cena

Investigações do caso que chocou o país durou quase dois meses e indiciou mãe e padrasto da criança.

R7

O caso de morte do menino Henry Borel de Almeida, de 4 anos, teve uma ampla repercussão nos dois últimos meses e gerou forte comoção nacional. Responsável por integrar a equipe que participou das investigações do inquérito, o delegado Antenor Lopes Martins Junior, concedeu uma entrevista ao jornal “Extra”, e trouxe detalhes dos bastidores encontrados pela Polícia Civil na apuração. 

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Também diretor do Departamento-Geral de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Lopes informou que foi procurado pelo delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP, que informou sobre a morte do menino, e desde o início já mostrava desconfiança de que o caso poderia se tratar de um homicídio. 

Aprofundando as investigações, as autoridades constataram divergências apresentadas pelo casal no comparativo com depoimentos de testemunhas e evidências encontradas no apartamento.

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Cena impactante 

Para Antenor, o cenário que mais despertou comoção nele durante as investigações foi encontrar o material escolar de Henry no apartamento. 

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“Quando eu peguei o lapizinho dele com o nomezinho dele, os caderninhos. Você sai carregando um peso enorme nas costas. Todo mundo que trabalhou no caso ficou algumas noites com dificuldade de desligar a mente. Só pensando nisso, pensando, pensando, pensando”, contou o delegado.

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Depois de semanas de incansáveis investigações, a Polícia Civil conseguiu reunir toda a documentação do inquérito e encaminhar o caso para Justiça. Monique e Jairinho, que cumpriam prisão temporária, tiveram a detenção convertida em preventiva, sem a possibilidade de serem colocados em liberdade durante do processo.

O parlamentar está em uma cela coletiva com outros cinco presos no Bangu 8, enquanto Monique teve pedido acatado para ficar em um espaço isolamento no Instituto Penal Ismael Sirieiro. 

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