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Sem amigos, escola e apenas uma alimentação diária: menina morta por mãe e madrasta ficou isolada por 9 meses

Vítima passou um final de semana sendo alvo de constantes agressões da mãe e da madrasta.

REPRODUÇÃO: FOLHA UOL / EXTRA ONLINE - FOTOMONTAGEM POR VIEIRA FILHO

O caso da morte da pequena Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, comoveu o país diante de tanta brutalidade a qual a menina foi vítima nas mãos da madrasta e da própria mãe em uma casa na cidade de Porto Real, no Rio de Janeiro.

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Após ser alvo de espancamento, tortura e inúmeras agressões, a criança ficou seis dias internada em estado gravíssimo em um leito de UTI de uma unidade hospitalar particular em Resende (RJ), mas acabou não resistindo aos ferimentos e teve morte confirmada no final do último mês.

Por conta do crime bárbaro, a mãe da menina, Gilmara Ferreira, e a madrasta Brena Luane Nunes, estão presas, e já foram indiciadas pelo homicídio triplamente qualificado. Além delas, a mãe de Brena, a dona de casa Rosangela Nunes também foi detida por omitir as agressões em que a pequena Ketelen era vítima. Ela alegou ter sido coagida pela filha, que já havia a agredido no passado, e fazia constantes ameaças.

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Privada de tudo

Na residência onde Ketelen vivia com as quatro mulheres há poucos indícios de que uma criança morava ali. Todos os brinquedos da menina de 6 anos eram destruídos. Sem uma infância digna, a vítima não tinha amigos, não frequentava a escola, e só era alimentava uma vez por dia, e o cardápio habitual era café e farinha.

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Entre cinco pessoas que vivia na residência, ela era a única que dormia no chão. A janela do quarto onde ela ficava em regime praticamente de prisioneira teve a janela fechada com tijolos, atitude tomada pela madrasta, meses antes do crime.

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Estopim

De acordo com as investigações do inquérito, o fato da pequena Ketelen ter bebido o leite da avó de Brena acabou resultando nos episódios incessantes de agressões e torturas que culminaram em sua morte. Com fome, ela tentou beber duas caixas de leite, e derrubou-as, ação suficiente para uma sessão bárbara de violência começar na sexta e se perdurar até o domingo. 

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