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‘Não consigo tirar os gritos e pedidos de socorro da cabeça’, diz funcionária que estava na creche no ataque

Larissa Menegotto chegou a encontrar assassino no interior da creche durante ataque.

Corpo de Bombeiros - Divulgação

Presente na Escola Pró-Infantil Aquarela durante o terrível ataque promovido por um jovem na última terça-feira (4), a professora Larissa Menegotto se deparou com uma situação de pânico, desespero e muita dor ao ver amigas e bebês da unidade mortos.

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Todo o episódio de terror vivenciado deixou sequelas na profissional da educação. Em entrevista ao portal G1, Larissa detalhou a dificuldade que vem encontrando para dormir, uma vez que o ataque e as perdas sofridas permanecem em sua mente. 

“Deito todas as noites no travesseiro e não consigo tirar os gritos e os pedidos de socorro da cabeça. Tento relembrar apenas as coisas boas, mas as ruins vêm automaticamente em nossa mente”, contou Larissa, que foi uma das primeiras pessoas a pedir socorro ao Corpo de Bombeiros.

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Frieza do assassino

Ainda segundo Larissa, enquanto ela tentava escapar para buscar ajuda, o assassino Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, a viu dentro da unidade, e veio caminhando na direção dela calmamente, mas a professora conseguiu fugir, e pouco depois ele entrou na sala dela. 

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Logo após o ataque, o agressor tentou tirar a própria vida, desferido golpes com a arma do crime no seu corpo. Socorrido em estado grave, ele passou por um procedimento cirúrgico e vem apresentando uma evolução no quadro clínico. Na última sexta-feira (7), o jovem de 18 anos recebeu alta da UTI e foi transferido para um leito de enfermaria no Hospital Regional do Oeste (HRO). 

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As autoridades que investigam o caso aguardam o adolescente receber alta médica para ele poder prestar depoimento na delegacia. Depois disso, Fabiano será conduzido a uma penitenciária catarinense. Ele foi autuado por cinco homicídios triplamente qualificado, e teve prisão preventiva decretada. 

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