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‘Perguntei pelo meu filho e descobri que estava morto’, desabafa pai de bebê vítima de ataque a creche

Pequeno Murilo foi uma das cinco vítimas fatais de chacina praticada em escola infantil de SC.

Metrópoles

O ataque brutal cometido no interior da Escola Pró-Infantil Aquarela, na cidade de Saudades, na manhã da última terça-feira (4), gerou uma forte comoção nacional. Armado com um facão, o jovem Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, ceifou a vida de cinco pessoas, entre elas o pequeno Murilo, de apenas 1 ano e 9 meses.

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Em entrevista ao portal Extra, os pais da criança Kerli da Silva, de 28 anos, e Maurício Massing, de 35,  contaram que receberam orientações para se dirigirem ao hospital, sem tomar conhecimento que o filho já estava morto. 

Kerli como estava mais próxima da unidade hospitalar chegou primeiro e recebeu a triste notícia da perda irreparável. Ela havia deixado o filho na creche há cerca de três horas antes. Trabalhando em uma cidade vizinha, o pai da criança chegou na unidade e recebeu a mesma informação.

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“Quando cheguei em Saudades, já falaram para eu ir direto ao hospital. Minha mulher estava no quarto, tinha passado mal. Ao chegar na recepção, perguntei pelo meu filho e descobri que estava morto”, desabafou Maurício, bastante emocionado.

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Murilo passava as manhãs na creche há cerca de dois meses. No período da tarde, o bebê ficava com a avó materna, enquanto os pais trabalhavam.

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Cenário de terror

Quando foi avisada do atentado na escola, Kerli saiu em disparada do trabalho até a unidade escolar, se deparou com pessoas desesperadas e correndo. Apesar da tentativa de entrar na unidade, ela foi impedida por autoridades que já haviam isolado o local. Na sequência, ela foi informada por uma professora que o pequeno Murilo havia sido levado para o hospital. No local, a mãe então recebeu a amarga notícia que o filho havia chegado no local sem vida, após ser vítima de golpes de facão. 

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