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Pai de criança morta em ataque à escola de SC faz desabafo e comove: ‘Buraco no peito que nunca vai sarar’

Pequena Anna Bela foi uma das vítimas fatais do ataque realizado em escola infantil na cidade de Saudades.

G1

O ataque à Escola Pró-Infantil Aquarela, na cidade de Saudades, em Santa Catarina, gerou forte comoção nacional. Entre as cinco vítimas fatais do crime bárbaro está a pequena Anna Bela Fernandes de Barros, que tinha apenas 1 ano e 8 meses. Em entrevista ao portal G1, o pai dela contou que os familiares estão desolados com a perda da menina.

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Bastante emocionado, Leonardo Felipe Fernandes disse que não conhecia o suspeito pelo ataque bárbaro e admitiu que não sabe como irá enfrentar o luto diante de uma perda tão repentina e cruel. 

“Não tenho palavras para explicar [o que estou sentindo]. Só existe um buraco em nossos peitos que nunca vai sarar”, afirmou o pai da criança. 

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Ainda segundo Leonardo, a filha era bastante carinhosa e tinha uma grande facilidade para fazer novos amiguinhos. 

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“Ela é um verdadeiro anjinho. Uma de suas primeiras palavrinhas foi justamente ‘carinho’, porque ela adorava fazer em todos. Sempre estava correndo e sorrindo. Sempre fazia amizades onde estava”, disse Leonardo. 

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Homenagens

Horas depois do ataque, moradores do município de Saudades prestaram homenagens às cinco vítimas do crime do lado externo da creche, deixando fotos, flores e mensagens. A ação criminosa deixou a pacata cidade do Oeste catarinense perplexa e comovida.

De acordo com a prefeitura municipal, o velório das vítimas – três crianças e duas funcionárias da escola – será coletivo. A cerimônia ocorrerá no Parque de Exposições Theobaldo Hermes, onde funciona o ginásio da cidade. 

Estado grave 

Logo após realizar o ataque bárbaro na escola infantil, o assassino de 18 anos tentou tirar a própria vida. Quando socorristas chegaram, ele estava caído no solo da unidade de ensino. Levado para um hospital na cidade vizinha, o agressor se encontra intubado e em estado grave. 

Inicialmente, ele foi levado para o Hospital de Pinhalzinho, mas diante do risco de invasão do local por populares revoltados com o crime, foi feita uma transferência para outro hospital.

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