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Pisão, fêmur quebrado, pânico e medo: depoimento de crianças complicam situação de Jairinho no Caso Henry

Jairinho é tido como principal suspeito no caso de morte do enteado, Henry Borel de Almeida.

IG/MONTAGEM

Tido como principal alvo das investigações que apura a morte do menino Henry Borel de Almeida, de 4 anos, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, está sendo investigado em outro inquérito paralelo ao caso que comoveu o país. O parlamentar é acusado de agredir filhos de ex-namoradas no passado, e depoimentos efetuados esta semana, complicaram a ainda mais a vida dele.

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Segundo informações do jornal “O Globo”, as crianças de 13 e 8 anos prestaram depoimento na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). Ambas confirmaram terem sido vítimas de sessões de tortura promovidas pelo vereador. As agressões contra as vítimas já haviam sido relatadas pelas mulheres em depoimento ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca). 

A menina de 13 anos é filha de uma cabeleireira que chegou a noivar com Jairinho, e foi a primeira a ser ouvida. A mãe da adolescente conheceu Jairinho em 2010 e se relacionou com ele até 2014. No relato à polícia, a garota disse que o parlamentar bateu sua cabeça contra a parede de um box de banheiro, e chegou a ser pisada por ele nos fundos de uma piscina.

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A avó da menina também prestou depoimento e citou outros episódios de agressão, como por exemplo um machucado na testa que a criança teve na época, além de um braço machucado, que Jairinho teria atribuído a uma aula de judô, algo rechaçado pelo professor da menina. 

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A avó também citou o medo da menina, que vomitava e chorava para não ficar perto do parlamentar. Foram oito meses de agressão. 

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Outra testemunha

A segunda criança a depor foi o filho da estudante Débora Melo Saraiva com que Jairinho se relacionou por seis anos, entre idas e vindas. Na época, Jairinho era casado com a mãe de dois dos seus três filhos. 

Em sua oitiva, o garoto disse que Jairinho colocou um papel e um pano em sua boca, foi orientado a não engoli-los e foi pisada por Jairinho após ser colocado deitado em um sofá. Meses depois, o menino teve uma fratura no fêmur, após ter saído com o vereador.

Quando foi preso no dia 8 deste mês, Jairinho esteve na DCAV e em depoimento ao delegado Adriano Marcelo Firmo França, negou as acusações. 

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