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Caso Ketelen: denúncia é aceita por Justiça e ‘avó’ da menina é presa após crime brutal

Ketelen ficou cinco dias em coma gravíssimo e acabou não resistindo após sofrer uma parada cardíaca.

REPRODUÇÃO GLOBO / CARTA CAPITAL

As investigações do caso de morte da pequena Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, teve novos desdobramentos na última quarta-feira (28). Isto porque, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) acatou uma denúncia feita pelo Ministério Público contra a mãe, a madrasta e a “avó” da menina, por homicídio triplamente qualificado e tortura.

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Espancada e torturada pela mãe e a madrasta, Ketelen ficou cinco dias internada em coma grave, e não resistiu no último sábado (24). A vítima foi agredida por pelo menos 48 horas.

“Avó” presa

Até então, apenas a mãe da menina, Gilmara Oliveira de Farias, de 27 anos, e a companheira, Brena Luane Barbosa Nunes, de 25 anos, estavam presas. As duas foram detidas em flagrante, e tiveram a prisão preventiva decretada na última quarta (21), após confessarem a autoria do crime bárbaro.

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Mãe de Brena, a dona de casa Rosangela Nunes, de 50 anos, foi autuada por omissão de socorro, e respondia em liberdade. Contudo, após determinação da juíza Priscila Dickie Oddo, ela teve a prisão decretada ontem. 

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Segundo os investigadores, Ketelen só foi socorrida quando já agonizava. A mãe de Brena, teria se omitido e não impedido as agressões e sessão de tortura contra a menina de 6 anos.

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“Em que pese as agressões terem sido supostamente perpetradas por Brena e Gilmara, tem-se que Rosangela, no papel de agente garantidora, supostamente omitiu-se de forma penalmente relevante, conforme descrito no art. 13 §2º, ´a´, do CP, deixando de agir e prestar socorro à vítima, contribuindo para o resultado morte”, afirmou a juíza, em seu despacho que determinou a prisão de Rosangela.

Na última quarta-feira (28), o diretor do primeiro hospital em que Ketelen foi socorrida deu uma entrevista ao portal UOL, e revelou como toda a equipe médica ficou impactada com o estado em que a criança chegou na unidade, apresentando marcas de cigarro, sangramento no crânio e sinais de “açoite” pelo corpo, provocados possivelmente pelas chicoteadas recebidas.

O caso foi registrado na 100ª DP (Porto Real) e já está em estágio avançado nas investigações.

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