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Pressionado, Bolsonaro já demonstra interesse na compra de apoio na CPI da Covid

Apesar de dizer que não está preocupado com a investigação, Bolsonaro está buscando apoio em várias bases.

Foto: Adriano Machado/Reuters

Apesar de uma grande disputa política e jurídica, a CPI da Covid foi iniciada no Senado Federal. A CPI terá como foco analisar a atuação do governo federal no combate a pandemia da Covid-19, uma das principais investigações será sobre o tardio início da vacinação no Brasil, além de analisar as falas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que por diversas vezes minimizou a gravidade da pandemia.

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Inicialmente ainda no Senado Federal será realizada a votação secreta para que os parlamentares decidam quem será o presidente e vice-presidente da CPI, após a votação será escolhido o relator que provavelmente será Renan Calheiros (MDB-AL). Entretanto, após a instauração da CPI nesta terça-feira (27) o seu plano de trabalho somente será apresentado nesta próxima quinta-feira (29). Os integrantes da CPI pretendem elaborar um extenso plano com uma lista de 23 acusações contra o governo federal.

Bolsonaro declarou em uma entrevista que não está preocupado com o desenrolar da investigação, contudo, o presidente já tem alguns mecanismos para angariar apoio. O presidente pretende desmembrar o Ministério da Economia e retomar o trabalho das pastas de Previdência e Trabalho, Planejamento e Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

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Com a abertura de novos Ministérios, o presidente pretende utilizar os cargos de ministro como moeda de troca com parlamentares da CPI da Covid-19. Bolsonaro também tentará comprar outros senadores que apesar de não integrarem a Comissão poderão influencia-la.

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Outra estratégia que possivelmente será usada pelo presidente Jair Bolsonaro será entregar o Ministério de Minas e Energia ao MDB, partido esse do possível relator da CPI, Renan Calheiros.

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