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Caso Ketelen: mãe e madrasta aumentavam som no último volume enquanto praticava violência contra menina

Ketelen ficou cinco dias em coma gravíssimo e acabou não resistindo após sofrer uma parada cardíaca.

G1 - Extra

As investigações acerca do caso da morte da menina Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, está em sua reta decisiva, aguardando apenas o resultado do laudo de necropsia e da perícia realizada na residência onde a criança morava com a mãe e a madrasta, em Porto Real, no Rio de Janeiro. 

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Nos últimos dias, a polícia tem efetuado algumas oitivas importantes para as investigações do inquérito. Além das agressoras, e a mãe da madrasta, vizinhos também prestaram depoimento na 100ª DP. 

De acordo com informações do jornal “Folha de S. Paulo”, dois vizinhos relataram à polícia, que quando os episódios de violência eram praticados na residência onde Brena e Gilmara viviam com a criança, as agressoras aumentavam o som no último volume.

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As testemunhas ainda contaram que, Brena costumava ser violenta e xingava, quando ouvia reclamações sobre o barulho. Os depoentes relataram não saber que uma criança morava na casa.

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Mãe de Brena autuada

Além de Brena e Gilmara, que foram presas na última quarta-feira (21), a polícia também autuou a mãe da madrasta, a dona de casa Rosangela, por omissão das agressões e de socorro. Diferentemente do casal, ela responderá em liberdade. 

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcelo Nunes, Rosangela não participou da sessão de tortura contra a vítima e alegou que era coagida pela filha. A dona de casa relatou em seu depoimento que foi vítima de agressões da própria filha, não a denunciando por medo. 

Sepultamento

O corpo de Ketelen foi sepultado na tarde deste domingo (25), em Japeri, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A cerimônia foi restrita aos familiares. O pai da criança se mostrou bastante abalado pela perda e perplexo pelo envolvimento da ex-companheira na ação criminosa.

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