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Caso Henry: diferenças entre 1º depoimento de Monique e carta escrita na cadeia vêm à tona e são impactantes

Monique Medeiros e Dr. Jairinho estão cumprindo prisão temporária até o próximo dia 7 de abril.

G1

As investigações do caso Henry Borel, de 4 anos, estão próximas de uma conclusão para encaminhamento do processo do Ministério Público do Rio. Disposta a mostrar uma “face obscura” de Jairinho, Monique Medeiros, mãe da vítima tenta ter direito a um novo depoimento.

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Na edição do último domingo (25), o programa Fantástico, da TV Globo, trouxe detalhes acerca de uma carta escrita por Monique na prisão onde ela se encontra. No relato escrito, a professora admitiu que mentiu em seu primeiro depoimento à polícia, e trouxe à tona episódios de agressões que ela e Henry eram vítima de Jairinho.

Diferenças 

Na carta escrita na semana passada, Monique traz inúmeras divergências se comparado com a sua oitiva à polícia, prestada no dia 17 de março. 

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Questionada sobre como era o relacionamento dela com Jairinho e Henry, Monique afirmou que era muito bom, sem relatar nenhum tipo de problema, citando inclusive que o filho e o parlamentar brincavam juntos.

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Já na carta, Monique relatou que o pequeno Henry chegou a se queixar de agressões cometidas pelo vereador. “Um dia, em janeiro, Henry veio correndo até a cozinha uns 15 minutos depois que Jairinho chegou, dizendo que o tio tinha dado uma ‘banda’ nele e uma ‘moca’”, disse Monique. 

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Questionada sobre o uso de remédio, Monique afirmou no depoimento que nem ela e o parlamentar usavam medicamentos e não ingeriram bebida alcoólica. Já na carta, a professora disse que Jairinho deu dois medicamentos que costumava dar para ela, com o intuito de um sono melhor.

Encontrando o corpo

Na oitiva, Monique disse que era por volta das 3h30, quando acordou, viu a TV ligada e Jairinho dormindo ao seu lado. Ao se dirigir para o quarto, ela encontrou o filho caído no chão, com pés e mãos gelados e olhos revirados. Na sequência, ela chamou Jairinho.

A mudança desta versão foi drástica na carta escrita. Segundo Monique, a grande verdade é que ela foi acordada por Jairinho, que pediu para ela ir até o quarto, pois tinha pego o garoto do chão e o mesmo respirava mal. 

“Ele disse que escutou um barulho que chamou sua atenção e acordou pra ver. Que Henry tinha caído da cama! Então enrolei o Henry numa manta e corremos para a emergência”, disse Monique, ratificando que em nenhum momento sabia que estava carregando o filho morto no colo.

Nas últimas semanas, a defesa de Monique busca o direito para um novo depoimento da cliente, mas a mãe da vítima dificilmente será ouvida antes do término do inquérito novamente. 

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