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‘Estou à base de remédios’, diz pai de menina de 6 anos que morreu após ser torturada no Rio

Pai disse que ficou sabendo da internação da filha por meio de familiares nas redes sociais.

Divulgação: Globo / Reprodução: Redes Sociais

O pai da pequena Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, mais uma vítima de tortura e agressão que morreu no último sábado (24), foi responsável por fazer a liberação do corpo da filha na polícia técnico-científica de Resende, no interior do Rio de Janeiro.

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Em entrevista ao jornal ‘Folha de S. Paulo’, o autônomo Roger Fabrizius, de 32 anos, conversou rapidamente com a reportagem e relatou estar falando calmo por estar “à base de remédios”. “Estou arrasado, com o nervo à flor da pele, tentando deixar a ficha cair”, afirmou o jovem.

O sepultamento da criança de 6 anos está previsto para ocorrer neste domingo (25), em Japeri, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A menina ficou cinco dias em coma gravíssimo após passar cerca de 48 horas sendo vítima de agressões da madrasta e mãe. 

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As duas acusadas pelo bárbaro crime tiveram prisão preventiva decretada na última quarta-feira (21), após determinação do juiz Marco Aurélio. Gilmara Oliveira de Farias, de 28 anos, mãe da criança, e Brena Luane Barbosa Nunes, de 25 anos, madrasta da menina, assumiram a autoria das ações em depoimento à polícia. A apuração do caso está a cargo da 100ª DP, em Porto Real (RJ), onde diversas testemunhas já foram ouvidas. 

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A informação

Ainda em entrevista, o pai de Ketelen descobriu que a filha havia sido internada por meio de familiares nas redes sociais. Ele ainda chegou a ver a menina intubada em um quadro clínico bastante delicado, mas estável. Roger, por fim, revelou não ver a filha há cerca de um ano, após se separar de Gilmara.

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Dois dias após a visita na unidade hospitalar, a menina teve uma piora considerada. Na madrugada do último sábado (24), ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, e apesar das inúmeras tentativas de reanimação, acabou não resistindo.

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