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‘Não pedia socorro à mãe porque ela também ajudava a bater’, diz testemunha sobre torturas contra menina

Menina se encontra em estado gravíssimo em hospital de Resende; vítima passou quase dois dias seguidos apanhando.

JOSIEL LUCAS - O DIA / PINTEREST - MONTAGEM

Mais um caso comovente de agressão contra criança foi registrado em solo nacional e gerou uma grande revolta no município de Porto Real (RJ) nesta semana. Uma menina de 6 anos foi vítima de agressões e sessão de tortura praticadas pela própria mãe e a madrasta. A criança está internada em estado grave em um hospital particular de Resende (RJ), e corre sérios riscos de morte ou de ficar com sequelas irreversíveis. 

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A mãe da madrasta, Rosangela Nunes, de 50 anos, em entrevista ao jornal ‘Folha de S. Paulo’, trouxe detalhes impactantes sobre o final de semana de terror vivenciado na casa em que ela residia com as duas acusadas, a criança e sua mãe, uma senhora aposentada de 86 anos. 

Segundo Rosangela, a filha Brena impedia a criança até mesmo de transitar pela cozinha, e que o “estopim” para o início das agressões, que perduraram por cerca de 48h, se deu após a menina abrir caixas de leite. A vítima, conforme relatos, também era privada de alimentação. Tudo sendo de conivência da própria mãe, que também participou das sessões de tortura contra a própria filha.

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“Ela [a menina] vivia deitada no colchão do quarto, onde fica a minha mãe, de 86 anos. Ela é muito bobinha. Recebia os castigos sem reclamar, apenas chorava. Não pedia socorro para mãe porque ela também ajudava a bater”, afirmou Rosangela. 

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Ainda na entrevista, a dona de casa relatou que Brena só deixava dar farinha e café como alimentação para a vítima. Quando as duas mulheres se trancavam no quarto, Rosangela conta que dava comida escondida para a criança. As agressões foram iniciadas na última sexta-feira (16), e se prolongaram até a madrugada da segunda-feira (19). 

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Após a criança ter sido socorrida pelo Samu, uma equipe da Polícia Militar se dirigiu até a residência e realizou a prisão de Brena e Gilmara.

Prisão preventiva 

Detidas em flagrante pela polícia, Brena Luane Barbosa Nunes, de 25 anos, e Gilmara Oliveira de Farias, mãe da vítima, de 28, confessaram os crimes contra a menina e tiveram prisão preventiva decretada dois dias após as agressões serem reveladas.

Ambas foram levadas para o Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu. Dona Rosangela Nunes também foi autuada por omissão das agressões, mas responderá em liberdade. 

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