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Caso Henry: Monique segue em hospital e tem quadro revelado; ela está com Covid-19 e tem parte do pulmão comprometido

Monique Medeiros é suspeita de envolvimento na morte do próprio filho, o menino Henry Borel.

G1 / IMAGEM ILUSTRATIVA / MONTAGEM GHEAN FERNANDES

Detida desde o último dia 8 de abril, a professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, morto em março, vai se recuperar da Covid-19 no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro. As informações foram reveladas pelo jornal “O Globo”.

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Monique Medeiros foi diagnosticada com a Covid-19 na última segunda-feira (19), no dia seguinte, ela foi submetida a uma tomografia onde ficou detectado um comprometimento de 5% do pulmão esquerdo. “A extensão do acometimento do parênquima pulmonar é de 5%”, disse o laudo publicado pela penitenciária.

Segundo a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), Monique Medeiros passa bem, e após exame em hospital fora da prisão foi devolvida ao Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, onde seguirá com o seu tratamento contra a doença. 

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Prisão temporária

Suspeita de envolvimento na morte do próprio filho, Monique foi presa juntamente com o companheiro Dr. Jairinho. Ambos foram autuados por estarem atrapalhando as investigações do caso que chocou o país, e por ameaçarem testemunhas a combinar uma mesma versão, favorecendo-os. O casal cumpre prisão temporária de 30 dias, e aguardam o curso das investigações. 

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Nos últimos dias, a nova defesa de Monique tem insistido por um novo depoimento da professora à Polícia, onde ela traria revelações de agressões cometidas por Jairinho e novos desdobramentos sobre o caso. O pedido segue em tramitação. A Polícia Civil pretende encerrar as investigações do inquérito até esta sexta-feira (23), com ou sem o depoimento da mãe da vítima. 

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Durante as últimas semanas, o delegado responsável pelo caso, Henrique Damasceno, colheu oitivas importantes para a elucidação do caso. O depoimento considerado vital para o caso foi o da babá Thayná de Oliveira, que confirmou os episódios de violência praticados por Jairinho, que eram de conhecimento da mãe do menino. 

Paralelo a este inquérito que apura a morte de Henry, Dr. Jairinho é alvo de outra investigação, que apura justamente supostas agressões do parlamentar contra ex-companheiras, e filhos de duas delas. Expulso do seu partido, o vereador também pode ter o seu mandato cassado pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. 

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