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Caso Henry: Câmara convoca reunião extraordinária e Jairinho pode sofrer dura punição

Parlamentar está detido desde o dia 8 de abril, por atrapalhar as investigações do inquérito que apura morte do menino de 4 anos.

REPRODUÇÃO: O GLOBO - FOTOMONTAGEM POR VIEIRA FILHO

Tido como o principal suspeito na morte do menino Henry Borel, de 4 anos, o vereador Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, continua detido em uma unidade prisional do Rio de Janeiro cumprindo prisão temporária. Figura influente na política já em função da família, o parlamentar sofreu mais um duro golpe enquanto aguarda julgamento do caso que chocou o país. 

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No início desta semana, a Câmara dos Vereadores do Rio destituiu o vereador da presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A decisão foi tomada mediante a expulsão do parlamentar do seu partido, o Solidariedade. Em nota emitida a Casa afirmou que “o regimento estabelece que as vagas nas comissões pertencem aos partidos e blocos parlamentares”.

Reunião Extraordinária

Segundo informações do “Bom Dia Rio”, da TV Globo, foi convocada uma reunião extraordinária neste feriado de quarta-feira (21) para que o Conselho de Ética decida sobre a abertura de processo de cassação contra Jairinho. 

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Substituto

A CCJ é responsável por avaliar a legalidade e constitucionalidade de todos os projetos de lei que tramitam no Legislativo. Para ocupar a vaga de Jairinho, a Câmara elegeu o vereador Alexandre Isquierdo (DEM).

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O vereador agora também comandará o Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores, órgão que justamente será responsável por julgar os pedidos de cassação contra o padrasto de Henry Borel. A reunião citada acima, foi convocada pelo parlamentar. 

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Jairinho havia sido nomeado para assumir o Conselho de Ética da Casa três dias após a morte de Henry Borel. Naquela oportunidade, o caso não havia ganhado a repercussão e não existia a suspeita contra o parlamentar. 

De acordo com informações da Polícia Civil, há a possibilidade do inquérito que apura a morte do menino de 4 anos ser concluído nesta sexta-feira (23), independente da autorização de um novo depoimento de Monique Medeiros ou não. A defesa da professora tenta uma nova oitiva para que ela cite as agressões e ameaças que sofria de Jairinho. 

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