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Caso Henry: defesa de Monique toma decisão de última hora nas investigações; ‘não se justifica’

Monique Medeiros está detida em unidade prisional situada em Niterói, no Rio de Janeiro.

REPRODUÇÃO GLOBO / REPRODUÇÃO RECORD TV

Esta semana promete ser decisiva nas investigações do caso de morte do menino Henry Borel de Almeida, de 4 anos. Após colher, inúmeras oitivas de testemunhas, realizar perícias no apartamento e obter resultados de exames de necropsias, a Polícia Civil pretende concluir o inquérito até a sexta-feira (23).

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Apesar deste posicionamento de situação encaminhada, a nova defesa que representa Monique Medeiros, mãe de Henry, busca o direito da sua cliente prestar um novo depoimento. O conjunto de advogados que agora defende a professora enfatiza que ela tem revelações sobre agressões cometidas por Jairinho, bem como pressões financeiras e psicológicas do parlamentar contra a companheira.

A Polícia Civil, por sua vez, já deixou claro que o inquérito pode sim, ser encerrado sem o segundo depoimento de Monique, e prometeu dar uma resposta sobre a solicitação dos advogados até esta terça-feira (19).

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Medida tomada

Dispostos a lutar pelo direito desta oitiva até o final, os advogados de Monique notificaram nesta segunda-feira (19) o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) para solicitar que a cliente deponha pela segunda vez nas investigações do caso que chocou o país. 

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“Se o objetivo do inquérito é buscar a verdade dos fatos, em todos os seus contornos, não se justifica a demora na nova audição de Monique pedida pela defesa”, aponta um dos trechos do documento assinado pelos advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad.

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Os representantes da professora pedem que o relato seja feito à Polícia Civil com a presença de um promotor. Desde a última semana que os novos advogados da mãe de Henry tem insistido na realização de um novo depoimento para que ela mude a versão apresentada em um primeiro momento ao delegado Henrique Damasceno.

Como justificativa, eles utilizam o fato de outras testemunhas terem prestado depoimento em duas oportunidades, como a babá e a empregada doméstica. A Polícia Civil, no entanto, já deixou claro que nas investigações não houve indícios destas acusações de Monique contra Jairinho, e que os dois estiveram juntos até no momento em que o mandado de prisão foi cumprido. 

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