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Mil litros em 1 abastecimento: voluntários investigam irregularidades em gastos de deputados com combustível

O instituto responsável pelo grupo já foi premiado na ONU pelo trabalho realizado no combate à corrupção.

Wilson Dias/Infonet/Montagem: Higor Mendes

Para que os deputados federais possam exercer com competência suas funções, legislar e fiscalizar, a Câmara oferece uma estrutura de primeiro mundo, claro, 100% bancada com dinheiro do contribuinte. Sem contar os auxílios financeiros recebido por cada gabinete.

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Somente de janeiro de 2019 a dezembro de 2020, os deputados gastaram juntos cerca de R$ 367.916.285,02. Desse valor, cerca de R$ 27 milhões foram destinados somente à aquisição de combustível pelos parlamentares e suas equipes.

Porém, com valores exorbitantes direcionados aos parlamentares, um grupo com mais de 200 colaboradores voluntários de todas as partes do Brasil, é liderado por Lúcio Big, fundador do OPS (Observatório Político Socioambiental), organização que foi agraciada com um prêmio de reconhecimento de ações de combate à corrupção, na ONU, para colocar em panos limpos os excessos.

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O instituto denuncia irregularidades nos gastos do dinheiro do contribuinte, desde 2013, e é responsável pela recuperação de mais de R$ 6 milhões para os cofres públicos. Trata-se de eleitores que acompanham de perto como o dinheiro do povo está sendo gasto pelos nomes eleitos por eles.

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Agora, na chamada Operação Tanque Furado, o alvo do grupo são as despesas com combustíveis realizadas por 513 deputados e por suas equipes.

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Nas investigações do grupo, o nome recordista e número um em abastecimentos únicos é o deputado Daniel Silveira, do PSL. Em uma única compra, o parlamentar declarou à Câmara mais de mil litros de combustíveis em um único abastecimento. Para se ter uma ideia, seria necessário que o tanque do automóvel abastecido pelo político fosse maior do que uma caixa d’água grande, que chega a atingir o tamanho de um carro popular.

Todas as apurações do grupo foram encaminhadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União, responsável pela fiscalização do poder legislativo.

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Escrito por Higor Mendes

Redator com três anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.