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Caso Henry: Jairinho teria colocado saco plástico na cabeça de criança de 2 anos; ex relata tortura

Dr. Jairinho está preso desde a última quinta-feira (8) e é o principal suspeito na morte do menino de 4 anos.

Metropoles/Montagem

Depois de apresentar um depoimento no qual omitiu e mentiu em diversos pontos sobre o relacionamento que teve com Jairinho por seis anos, a ex-namorada do parlamentar, Débora Mello Saraiva concedeu nova oitiva à Polícia Civil na última sexta-feira (16), na 16ª DP (Barra da Tijuca). 

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No relato que durou várias horas, Débora disse ter sido vítima, junto com o filho, de “incontáveis episódios de agressões” do vereador. A testemunha trouxe detalhes de algumas torturas que Jairinho cometeu contra ela e o filho, que na época do início das agressões ainda não tinha completado três anos de vida. 

A ex-namorada disse que em uma das oportunidades, no ano de 2015, estava com Jairinho em um apartamento do vereador, acompanhada dos dois filhos. No momento a sós com as crianças, o parlamentar teria pedido para a menina de 6 anos pegar água e ir deitar, ficando assim sozinho com o menino.

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Em um relato dado à mãe, a criança disse que Jairinho colocou um pano em sua boca e disse que ele não poderia engolir. Na sequência, o vereador deitou o menino no sofá e se apoiou com o pé todo peso do seu corpo sobre a barriga da criança.

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O menino teria conseguido fugir e foi até o quarto chamando pela mãe, que mesmo sendo sacudida, não se movia, estando aparentemente dopada. A vítima foi alcançada por Jairinho, que teria continuado com a tortura.

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Saco plástico

De acordo com a criança, o vereador a levou até o estacionamento do prédio, e dentro do carro colocou um saco plástico em sua cabeça. A vítima ainda relatou que Jairinho ficou dando voltas com o carro. 

Por meio de uma ligação, no dia seguinte, a irmã de Débora relatou que a mulher estava com voz de “dopada”. A avó das duas crianças foi buscar os netos, conforme combinado, e quando chegou no local Jairinho já havia saído para trabalhar. No apartamento, a mãe de Débora chegou a ver um pó branco na taça que a filha havia utilizado na noite anterior, o que aumentou a desconfiança sobre as ações do parlamentar. 

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