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Caso Henry: temendo por sua vida, Monique pede para ficar isolada no ‘seguro’ em presídio

A mãe de Henry pediu para ficar isolada por medo da rejeição das demais detentas.

Tânia Rêgo

Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, morto na madrugada do dia 8 de março, está presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, e tem vivido momentos de medo por conta de ameaças de outras detentas contra a sua vida.

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Por conta disso, a professora solicitou aos agentes da Secretaria de Estado e Administração Penitenciária (Seap) para ser transferida para o chamado seguro, uma cela completamente isolada destinada a detentas rejeitadas pelas demais presas e que por conta disso correm risco de vida.

No momento, Monique está detida sozinha em um local isolado para cumprimento da quarentena de 14 dias, seguindo protocolos de segurança contra a Covid-19. Ela e seu companheiro, o vereador Dr. Jairinho, estão presos preventivamente sob acusação de atrapalhar as investigações a cerca da morte do menino Henry.

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De acordo com o secretário de Administração Penitenciária, Raphael Montenegro, após a saída da quarentena, o detento é classificado de acordo com o crime pelo qual ele está preso e, como Monique solicitou o seguro argumentando risco de vida por conta da rejeição das demais detentas, ao fim da quarentena ela permanecerá isolada.

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Ainda segundo Raphael, a mãe de Henry está em uma unidade que dispõe de câmeras para monitoramento das atividades das detentas “No sistema não se faz distinção de presos por crime e a gente tem que cumprir a lei. Agora, a administração pública tem ser transparente e dar satisfação à sociedade”, acrescentou o secretário.

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Escrito por Higor Mendes

Redator com três anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.