in

‘Meu filho poderia ter sobrevivido se tivesse sido testado’, diz mãe de bebê de um ano, vítima da Covid-19

O bebê chegou a ser levado ao hospital nos primeiros sintomas, mas o médico não quis realizar o teste.

Jessika Ricarte

Mais de 2 mil crianças com menos de nove anos de idade já perderam suas vidas por conta da Covid-19. Dessas, cerca de 1,3 mil eram bebês. 

Publicidade

Apesar de raras, as mortes de crianças devido à infecção pelo coronavírus são uma combinação de uma série de fatores, como a baixa testagem, a falta de diagnóstico adequado e as más condições socioeconômicas, segundo especialistas e médicos.

O filho de Jessika Ricarte, professora cearense, engrossa essas estatísticas. A criança, de apenas um ano de idade, foi uma das vítimas da Covid-19, após um médico se recusar a testá-lo alegando que seus sintomas não se enquadravam nos padrões da doença.

Publicidade

A suspeita veio após Jessika notar que Lucas, que nunca apresentou qualquer problema para se alimentar, pareceu ter perdido o apetite. De início, a desconfiança era de que o menino estivesse com problemas na dentição, porém, a criança veio a apresentar febre, fadiga e dificuldade respiratória, o que acendeu um alerta nos pais, que o levaram ao hospital e solicitaram um teste de Covid.

Publicidade

Minha querida, não se preocupe. Não há necessidade de fazer o teste de Covid. Provavelmente é apenas uma pequena dor de garganta”, disse o médico que atendeu a família.

Publicidade

De acordo com ele, a Covid-19 era algo raro em crianças, então foram receitados alguns antibióticos e o menino foi mandado para casa. Jessika não se deu por satisfeita, porém, na época, maio de 2020, não haviam outras opções para realizar o teste.

Jessika relata ter ficado paranóica com os noticiários e com sua família falando que ela estava exagerando. “Mas eu sabia que meu filho estava diferente, que ele não estava respirando normalmente”, lembra.

Dois meses depois, Lucas veio a falecer por conta das complicações da Covid-19. A mãe tem certeza de que se a criança tivesse realizado um teste quando foi solicitado, ainda no início de maio, seu filho poderia estar vivo.

A médica que cuidou de Lucas após ser confirmada, de fato, a infecção, concorda com Jessika. Segundo ela, o tratamento é muito mais eficaz quando o tratamento é realizado de maneira precoce.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Escrito por Higor Mendes

Redator com três anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.