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Caso Henry: Delegado diz se babá será ou não punida por ter mentido no primeiro depoimento

Thayná de Oliveira depôs na 16ª DP (Barra da Tijuca) no início desta semana, apresentando versões diferentes em relação à sua primeira oitiva.

REPRODUÇÃO: CNN BRASIL / EXTRA ONLINE - FOTOMONTAGEM POR VIEIRA FILHO

As investigações acerca do caso de morte do menino Henry Borel de Almeida estão se aproximando do curso final. Na última segunda-feira (12), a babá do garoto, Thayná de Oliveira, de 25 anos, prestou novo depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca), e evidenciou fortes acusações após as conversas entre ela e Monique sobre as agressões que a criança era vítima virem à tona.

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Diferentemente da sua primeira oitiva, Thayná confirmou as informações das mensagens trocadas com a mãe do menino, onde relata as diversas agressões que Jairinho cometia contra Henry, bem como disse que Monique pediu para que ela apagasse as mensagens, prestasse um depoimento omitindo essas informações e passasse uma versão combinada, citando o bom relacionamento de Henry com Jairinho e ela (Monique).

Complicou

Em entrevista ao portal UOL, o delegado Antenor Lopes Martins, responsável por coordenar as investigações do “Caso Henry”, disse que o depoimento de Thayná foi “contundente e minucioso”, complicando a situação de Monique Medeiros no processo. 

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“Ele (depoimento) trouxe uma situação bem ruim para a mãe do Henry”, avaliou Martins, afirmando na sequência que a babá não deve ser punida por ter prestado um depoimento mentiroso na primeira oportunidade, “uma vez que ela se retrata e traz a verdade, ela não poderá mais ser responsabilizada por falso testemunho”, segundo a legislação brasileira.

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“Penalmente relevante”

Por fim, o delegado ainda pontuou que nada justifica a ação de omissão de Monique Medeiros, que chegou a relatar para interlocutores que já teria sido vítima de agressões de Jairinho. Para Martins, a omissão de uma mãe em casos de morte, como ocorreu com Henry, é “penalmente relevante”, configurando-se como alvo no processo.

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Monique e Jairinho estão cumprindo prisão temporária por 30 dias. Os dois ainda ficarão detidos, no mínimo, por mais três semanas, enquanto as investigações serão concluídas.

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