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Avó materna de Henry sabia das agressões, segundo babá; pai do menino desabafa: ‘É desumano’

Menino de 4 anos morreu no dia 8 de março, horas depois de ser deixado com mãe em um condomínio no Rio.

IG - UOL - Montagem

O depoimento da babá Thayná de Oliveira, de 25 anos, trouxe novos desdobramentos importantes nas investigações da morte do menino Henry Borel, de 4 anos. Diferente da primeira oitiva, onde omitiu informações, a mulher concedeu relatos reveladores à polícia ontem (12).

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No depoimento às autoridades, a jovem disse que foi coagida por Monique a não revelar a verdade sobre as agressões que Jairinho praticava contra Henry, e ainda contou que dias após ter presenciado uma rotina de violência contra a criança, chegou a revelar os episódios para a avó materna do menino, a professora Rosângela Medeiros da Costa e Silva. 

Ao delegado Henrique Damasceno, a funcionária disse ter “contado tudo” para a idosa. Thayná disse que a avó “ficou assustada” com o que ouviu. 

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A denúncia foi feita à avó do menino quando ela foi acompanhar Monique em uma sessão com a psicóloga, e Thayná ficou na casa de Rosângela, em Bangu. 

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Na oportunidade, a jovem babá diz ter sido questionada pela avó da criança sobre o que “teria acontecido” e se o neto “estava mentindo ou não”. Neste momento, Thayná contou que o menino estava mancando, sentindo dores na cabeça e com manchas roxas, rechaçando totalmente a hipótese de mentira da criança. 

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Pai abalado

Ao tomar conhecimento deste depoimento revelador que aponta a avó de Henry como conhecedora da rotina de violência, o pai dele, Leniel Borel, disse relutar em crer que ela sabia das agressões e não fez nada para que o pior fosse evitado. 

“A avó materna sempre foi uma das figuras preferidas do Henry, quem ele mais amava e insistia para ficar junto, em Bangu. Não consigo acreditar, admitir que ela sabia que ele estava sendo agredido e nada fez. É desumano uma coisa dessas”, desabafou o engenheiro.

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