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Caso Henry: promotor diz se babá, que sabia de todas as agressões, será presa e traz detalhes

Babá tinha conhecimento das agressões praticadas contra o menino e chegou a alertar.

G1

O caso de morte do menino Henry Borel teve importantes desdobramentos nesta quinta-feira (08), data em que marcou um mês do óbito do garoto de 4 anos. Logo no início do dia, agentes da Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisão contra Jairinho, padrasto do garoto, e a mãe da vítima, Monique Medeiros.

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Além do casal, a Polícia Civil também cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa da babá do menino Henry. A jovem identificada como Thayná foi preponderante nas investigações e trouxe detalhes que impulsionaram a prisão de Jairinho.

Em mensagens enviadas para Monique, a babá relatava as agressões que o garoto era vítima, mas apesar de tomar conhecimento disso, a mãe dele não interveio na situação. A babá, no entanto, em um primeiro instante, chegou a prestar depoimento favorecendo Monique e Jairinho, afirmando não ter notado nenhum tipo de anormalidade na família.

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Responsável pelo “Caso Henry”, o promotor Marcos Kac, revelou em entrevista à CNN, que apesar do depoimento falso, a prisão da babá não é necessária para as investigações no momento. Na conversa com Monique, reveladas na íntegra, Thayná diz que Henry ficou trancado em um cômodo com Jairinho, e saiu do local com hematomas. 

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Segundo o promotor, a babá realizou um falso testemunho quando esteve na 16ª DP, mas garantiu que ela não será presa no momento. 

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“A babá na verdade presta um crime de falso testemunho. Ela pode a qualquer tempo se retratar, que é isso o que o Ministério Público quer que ela possa fazer e contar exatamente tudo aquilo que ela sabe”, disse Kac, reforçando ainda que a babá não tem ligação com a morte do menino, e as mensagens dela para Monique funcionam como um ponto positivo ao seu favor. 

Novo depoimento

Ainda de acordo com o promotor, os investigadores devem fazer com a babá preste um novo depoimento em breve, mas que apesar disso, o inquérito já está se aproximando do fim. Monique e Jairinho serão autuados por tortura e crime de homicídio duplamente qualificado. 

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