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Cigarro e pandemia: conheça 5 dicas acessíveis elaboradas por médicos para abandonar de vez o hábito de fumar

Pesquisa elaborada por Fiocruz, Unicamp e UFMG aponta aumento do tabagismo na quarentena e médicos elaboram dicas para largar o cigarro.

Reprodução: Instituto Vencer o Câncer - Fotomontagem por Vieira Filho

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em conjunto com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade de Campinas (Unicamp), o consumo de tabaco no Brasil pós-pandemia sofreu uma alta.

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Realizada via Internet, a pesquisa consultou 44.062 brasileiros e, de acordo com a cientista da Fiocruz, Celia Landmann Szwarcwald, a nação verde e amarela cuida cada vez menos da saúde. Em contrapartida, ansiedade e tristeza são sentimentos cada vez mais comuns entre a população do país.

Assim, nesse cenário de tensões oriundas, notadamente, da pandemia da Covid-19 e de seus desdobramentos, o cigarro se torna uma válvula de escape e fica cada vez mais difícil largar o tabagismo.

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Frente ao cenário, os médicos pneumologistas José Rodrigues Pereira e Jaqueline Scholz, que acompanharam histórias de fumantes que abandonaram o hábito na quarentena, indicam cinco dicas como chaves fundamentais para deixar de lado o hábito que tanto cresce em meio a uma pandemia com implicações respiratórias.

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Mapear os gatilhos

De acordo com os profissionais da saúde, é importante identificar fatores que servem como alavanca para acender um cigarro.

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Mudar a rotina

Com os gatilhos mapeados, torna-se necessária uma mudança nos comportamentos que levam o indivíduo a acender um cigarro. Os médicos sugerem, por exemplo, uma modificação nos horários em que tais atividades são realizadas para, assim, tentar quebrar a rotina.

Autoconhecimento

Ainda de acordo com os pneumologistas, o indivíduo que quer abandonar o hábito de fumar deve tentar reconhecer se é melhor largar de vez o cigarro ou ir reduzindo aos poucos o tabaco. Além disso, é importante tentar entender por que você fuma, seja pelo uso de ansiolíticos, antidepressivos ou como escape de situações tensas, como a pandemia.

Técnica do desconforto

Pereira e Scholz indicam, ainda, uma técnica de tentar fumar em locais da casa desprovidos de conforto, como em frente a uma parede. Fora do lar, os especialistas indicam um movimento como uma “técnica do castigo”, que pode ser empregada, por exemplo, por indivíduos que gostam de fumar enquanto dirigem, estabelecendo que só poderão acender o cigarro quando desligarem o carro.

1 passo de cada vez

Os médicos reconhecem a importância de comemorar pequenas vitórias e destacam que é consideravelmente difícil largar o cigarro de uma só vez. Assim, entender que apenas o fato de conseguir reduzir a quantidade de cigarros diários já é algo digno de comemoração.

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