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Após morte do pai em acidente, trigêmeos perdem mãe, avó e tia para a Covid-19; desabafo comove: ‘Sem chão’

Trigêmeos agora estão sob os cuidados do tio e da esposa dele; em cinco meses eles ficaram órfãos.

G1

Devastador, esse é o sentimento que assola a vida dos pequenos Pedro, Paulo e Felipe. Trigêmeos, eles viram a avó, a mãe e a tia serem vítimas fatais de complicações da Covid-19, em um período de apenas oito dias de diferença. O cenário de perda já havia sido vivenciado por eles no final do ano passado, quando o pai morreu em um acidente de carro.

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Agora sob os cuidados do tio materno, Douglas Junior Faria Amaral, os meninos de 5 anos ainda tentam superar a situação desoladora. 

Em entrevista ao portal G1, Douglas detalhou o como tem sido complicado lidar com o cenário de perdas irreparáveis. Segundo ele, a irmã, Karine Angélica Faria, de 33 anos, foi a primeira vítima da Covid-19, vindo à óbito no dia 13 de março.

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Passados apenas três dias, a outra irmã dele e mãe dos meninos, Ana Paula Faria, de 37 anos, também não resistiu. Para aumentar ainda mais o drama, ele ainda perdeu a mãe, Valentina Peres Machado, de 66 anos. A família residia em Parisi, cidade do interior paulista. No município, o caso teve uma ampla repercussão e comoveu todos os moradores. 

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Desabafo

No relato feito ao G1, Douglas lamentou as perdas sucessivas, e detalhou a dor de não poder dar o último adeus à mãe e às duas irmãs, que não tiveram direito sequer a uma cerimônia de velório, seguindo assim os protocolos das autoridades sanitárias. 

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“Fiquei sem chão. Não conseguia acreditar que estava passando por aquilo. Foi terrível enterrar minhas duas irmãs e minha mãe uma atrás da outra, sem poder vê-las pela última vez. Pegaram os corpos, colocaram em um caixão e enterraram”, afirmou Douglas, que é casado e tem uma filha de 1 ano e 7 meses.

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