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Ministro Ernerto Araújo cede à pressão do Congresso e pede demissão a Bolsonaro

O ministro das Relações Exteriores se reuniu com Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã desta segunda-feira, 29, para pedir demissão.

José Cruz/Agência Brasil

Nesta segunda-feira, 29, o embaixador Ernesto Araújo pediu demissão do seu cargo de ministro das Relações Exteriores em uma reunião com o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). A informação, que foi divulgada pelo Estadão, foi passada por pessoas que tem acompanhado de perto a discussão envolvendo a saída do chanceler. Ernesto, que passou quase dois anos no cargo do Itamaraty, já vinha sendo muito contestado tanto dentro quanto fora do governo Bolsonaro.

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Ainda nesta segunda-feira, o chanceler também decidiu cancelar alguns compromissos com autoridades estrangeiras, onde seria discutido questões sobre o seu futuro. Depois disso, ele acabou sendo convocado por Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Além disso, Araújo ainda convocou uma reunião com alguns secretários do Itamaraty, embaixadores responsáveis por assessorá-lo em Brasília. Essa reunião estaria prevista para acontecer por volta das 12h desta segunda, contudo, antes disso o ministro acabou sendo convocado por Bolsonaro.

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A saída de Ernesto Araújo, considerado um dos integrantes mais proeminentes do governo Bolsonaro, aconteceu em meio à uma grande pressão do Congresso, que se mostrou descontente diante da condução da política externa do Brasil.

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A demissão de Araújo vem um dia após ele ter usado o seu perfil no Twitter para afirmar que Kátia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, disse que ele seria o “rei do senado” caso tomasse alguma atitude em relação ao 5G, o que, segundo ele, se recusou a fazer.

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