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‘Não entrei na polícia para prender pai de família’, disse policial Wesley Góes, morto a tiros após ‘surto’

No domingo, 28, Wesley Soares Góes foi morto a tiros após protestar e dar tiros para cima em defesa do trabalhador.

Reprodução/Pleno

Wesley Soares Góes, policial morto a tiros em Salvador, na Bahia, após protestar na tarde do último domingo, 28, na região do Farol da Barra, disse, aos gritos, várias palavras de ordem durante a sua manifestação, inclusive, citando a desonra e a violação da dignidade dos policiais. No protesto, ele estava com o rosto pintado com as cores do Brasil (verde e amarelo) e chegou a dizer que não iria deixar que a honra e dignidade dos trabalhadores brasileiros fossem violadas.

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Wesley pediu para que a comunidade fosse testemunhar a honra ou até mesmo a desonra do PM do Estado da Bahia. Ressaltando que queria “trabalhar com dignidade”, Wesley afirmou ainda que não prenderia mais trabalhadores.

No protesto, que for fim acabou sendo caracterizado como um “surto psicológico” do policial, Wesley ainda ateou ao mar bicicletas e itens de ambulantes.

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O PM disse que queria trabalhar com hora e dignidade, e ressaltou: “não entrei na polícia para prender pai de família”.

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No domingo, 28, o PM Wesley Soares Góes morreu baleado após mais de três horas negociando com equipes do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

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Após a repercussão do caso, a SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia) comentou o caso e afirmou que Wesley sofreu um “surto”. Durante o protesto, realizado pelo PM em defesa dos trabalhadores que atualmente não estão podendo trabalhar, Wesley chegou a dar tiros para cima.

O PM era solteiro e trabalhava há cerca de quatro anos na 72ª CIPM. Segundo a família, Wesley nunca havia apresentados surtos.

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