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Bolsonaro é condenado a indenizar repórter após dizer que ‘ela queria dar o furo’

A jornalista decidiu acionar a Justiça contra o presidente Bolsonaro após ter sido vítima de um ataque, de cunho sexual, feito por ele.

EPA / Ansa

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) foi condenado a pagar uma indenização por danos morais para a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo. A decisão de condenar Bolsonaro foi da juíza Inah de Lemos e Silva Machado, da 19º Vara Civil de São Paulo. Desta forma, o presidente deverá indenizar a jornalista em R$ 20 mil, contudo, vale ressaltar que o processo ainda cabe recurso. E não foi só isso, o chefe do Executivo também terá que arcar com todos os custos processuais e honorário advocatícios- 10% do valor total da condenação.

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A repórter decidiu processar Bolsonaro na Justiça após ter sofrido um ataque dele em fevereiro de 2020. Na ocasião, ao conceder uma entrevista enquanto deixava o Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo afirmou que Patrícia “queria um furo”. “Ela queria dar o furo”, disse Bolsonaro que, parou, deu risada e completou: “a qualquer preço contra mim”.

Vale lembrar que desde que Bolsonaro foi eleito à Presidência, a repórter Patrícia Campos Mello deu início a uma série de reportagens envolvendo empresas suspeitas de usar de forma fraudulenta o nome e o CPF de idosos no intuito de registrar chips de celular e, assim, garantir o disparo de mensagens que beneficiariam políticos.

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Para a juíza Inah de Lemos, durante o seu comentário o presidente acabou violando a honra da autora, o que a causou dano moral que, segundo ela, dever “ser responsabilizado”.

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A magistrada ressalta que a palavra “furo”, que é muito utilizada no mundo jornalístico em referência a uma notícia exclusiva, foi usada “no sentido dúbio” por Bolsonaro e, desta forma, repercutiu tanto na mídia quanto nas redes sociais, o que acabou expondo a profissional.

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