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Drama devastador: cinco pessoas da mesma família morrem vítima da Covid-19 em menos de uma semana

Todos as vítimas fatais da Covid-19 foram infectadas no mês passado; outros familiares chegaram a contrair o vírus, mas se recuperaram.

UOL

A pandemia do coronavírus tem assolado a população brasileira em larga escala nas últimas semanas. Com uma média diária rompendo a barreira dos 2 mil óbitos, o país ultrapassou a casa dos 300 mil óbitos em decorrência da Covid-19.

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No paralelo em que muitas pessoas fazem vistas grossas para a pandemia, descumprindo as recomendações do órgãos de saúde no que se diz respeito ao isolamento social, milhares de famílias estão tendo que conviver com o sentimento devastador de perder vários entes em um curto espaço de tempo.

Em Cruz Alta, município do Rio Grande do Sul, uma família perdeu cinco pessoas para a Covid-19 em um espaço de apenas seis dias. “Quando a gente estaria fazendo a missa de sétimo dia de um, nós estávamos enterrando o outro”, afirma Jorge Luis Corrêa Bonaldi, em entrevista concedida ao UOL.

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A vítima fatal mais recente da família foi Sergio Correa Bonaldi, de 47 anos, que não resistiu às complicações da doença e teve morte confirmada ontem. Ele estava internado desde o dia 12 de março, no Hospital São Vicente de Paulo. 

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Sérgio veio a óbito sem saber todo o drama familiar por conta das outras quatro perdas. Primeiro ele perdeu o irmão Paulo Ricardo, de 62 anos, que morreu na última quarta-feira (17). No dia seguinte, o outro irmão, Achiles Atílio, de 58, também não resistiu. Já na sexta-feira (19), mais duas pessoas da família morreram pela doença: Maria Vergilia Corrêa Bonaldi, a matriarca que tinha 83 anos, e Salete Ribeiro da Silva Bonaldi, de 61 anos, esposa de Paulo. 

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De acordo com os familiares, todos tinham quadros de comorbidades e contraíram o coronavírus no último mês. Sete filhos de Maria Vergilia foram infectados, quatro deles passam bem. 

Desabafo

Segundo Jorge, os médicos informaram que os familiares vitimados foram infectados pela nova cepa do coronavírus, que se mostra mais agressiva, e rápida quando atinge o organismo.

“A agressividade dela dá para se ver pela tomografia dos pulmões. De um dia para o outro eles vão se deteriorando. É um inimigo invisível que te deixa impotente”, afirmou Jorge Bonaldi. 

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