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Ambulante desabafa sobre situação caótica em meio à pandemia: ‘Ou eu me arrisco ou meus filhos passam fome’

De acordo com o IBGE, mais de 10 milhões de brasileiros vivem em situação delicada de insegurança alimentar.

R7

O cenário de pandemia impactou a vida de milhares de brasileiros. Diante das medidas de restrições impostas para conter a disseminação da doença, muitas pessoas ficaram sem uma renda fixa.

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Em entrevista ao R7, a vendedora ambulante Helena Leite, de 41 anos, residente em São Paulo, desabafou sobre a situação vivida. Sem receber o Auxílio Emergencial há três meses, única fonte que garantia as compras do mês, ela agora tem saído para as ruas diariamente para buscar comida para a família, mesmo tendo a consciência da letalidade do vírus. 

“Eu conheço gente que já morreu por causa dessa covid-19. Dá medo. Eu vou para o mercado, para esses lugares assim, mas vou com medo de trazer para casa, porque tem meus filhos lá. Mas fazer o quê? Ou eu me arrisco ou meus filhos passam fome”, desabafou a dona de casa.

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Cenário de fome

Ainda na entrevista, Helena disse que sem a ajuda do governo e sem o seu antigo serviço de diarista, ela chegou a passar fome por três dias, se alimentando única e exclusivamente de arroz. Ela ainda revelou que não recebe nenhum auxílio do ex-marido e pai das três crianças.

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Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 10 milhões de brasileiros passam por insegurança alimentar grave neste período pandêmico. 

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Volta do Auxílio

Na última semana, o governo oficializou a volta do Auxílio Emergencial que contemplará pagamentos por mais quatro meses a quase 46 milhões de beneficiários.

Os valores, no entanto, desagradaram à população, e na visão de especialistas ficou muito aquém da necessidade. As cifras da nova fase do benefício terá variação entre R$ 150 a R$ 375. Os pagamentos devem ser iniciados na primeira semana do próximo mês. 

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