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Centrão reavalia apoio a Bolsonaro; questões sobre a pandemia e Lula são fatores importantes

A fidelidade do Centrão a Jair Bolsonaro parece estar balançando. Parlamentares avaliam apoio ao presidente.

Foto: Miguel Schincariol/Evaristo Sá/Getty Images

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) parece estar ficando sem apoio no Congresso Nacional. O presidente continua com seu discurso negacionista em meio ao pior momento da pandemia de Covid-19 no Brasil e a volta do ex-presidente Lula ao cenário político, parece ter levado o Centrão a reavaliar o apoio a Bolsonaro.

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A base aliada do governo vem se distanciado do Planalto. A escolha do médico Marcelo Queiroga como novo ministro da Saúde, foi vista pelos parlamentares do Centrão como uma verdadeira afronta. O grupo político pediu a Bolsonaro a indicação de um nome técnico que conduziria o Brasil durante a pandemia tendo como base a ciência e a pesquisa. Contudo, Bolsonaro indicou o cardiologista Marcelo Queiroga, o que foi visto como uma escolha pessoal do presidente, visto a amizade do médico com sua família.

O Centrão é um grupo político maleável, normalmente costuma apoiar o presidente em exercício em troca de mais espaço na administração pública. O Centrão se alinhou a Bolsonaro no primeiro semestre de 2020, mas como já aconteceu com outros chefes do executivo, o apoio termina quando não há mais vantagens em ficar ao lado do governo.

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O relacionamento entre Bolsonaro e até agora sua base aliada ainda não foi rompido, mas está passando por dificuldades e se abalando, principalmente pelas atitudes do presidente. O principal ponto para o afastamento do Centrão é a contínua vontade do presidente em continuar negando a crise sanitária que o Brasil está vivendo. De acordo com os parlamentares a insatisfação da população só não está maior por conta do auxílio emergencial.

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A decisão do ministro do STF, Edson Fachin em cancelar as condenações do ex-presidente Lula e o tornar novamente elegível também está sendo analisada. De acordo com o Centrão, as eleições de 2022 podem se polarizar entre Lula e Bolsonaro, assim o grupo de parlamentares poderia desequilibrar a balança para o lado que o melhor atende-los.

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