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Hospital troca corpos e idoso é sepultado por engano; filha desabafa sobre exumação: ‘Um filme de terror’

Familiares entraram com uma ação por danos morais contra a unidade hospitalar.

TNH1

A família de Antônio Martins Moreira vivenciou um verdadeiro drama após se deparar com a negligência do hospital onde ele foi internado para tratar um câncer no pulmão, já em estado grave. A vítima acabou não resistindo às complicações da doença e veio a óbito. O grande problema é que o corpo do idoso foi trocado por outro cadáver, e sepultado enganado por outra família.

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Informada da morte do aposentado, a filha dele, Sônia Martins Moreira, de 42 anos, foi até ao Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), em Salvador, para fazer o reconhecimento do corpo. Chegando lá, ela ficou impactada ao tomar conhecimento que o corpo indicado ao seu pai de 85 anos não era dele. E pior, o aposentado já havia sido enterrado por outra família.

O caso gerou uma grande revolta dos familiares e o hospital teve que acionar a Justiça para obter a permissão da exumação do corpo de Antônio Martins, fato que se deu na última terça-feira (17), depois de 15 dias de luta. Com isso, o corpo da vítima já estava em estágio avançado de decomposição. 

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“Filme de terror”

Em entrevista ao TNH1, a filha de Antônio detalhou o cenário desolador vivenciado no ato da exumação do corpo. 

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“No momento que tirou ele do caixão, foi uma cena muito forte, uma nuvem de barata cobrindo a parede e muito mosquito”, iniciou Sônia, informando ainda que o pai teve que ficar dias no IML para ser identificado. Ela disse que ainda passou pela situação de ver os restos mortais do pai em uma caixa.   

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“Tava só o osso e o resto de pele desidratada pelo formol. Parecia um filme de terror, é realmente algo muito chocante, muito terrível”, disse a filha do aposentado, bastante abalada pela perda.

Processo

Por conta de toda a situação vivenciada, a família de Antônio já moveu um processo contra a unidade hospitalar Osid. O processo por danos morais segue em curso. Segundo o advogado de defesa, o hospital deu todo o suporte jurídico aos familiares da vítima, mas no quesito psicológico, o apoio foi nulo.

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