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A carne continua cara; conheça o verdadeiro motivo para elevação do preço

Especialistas apontam que problemas climáticos e custos de produção afetaram o preço do produto

Foto: Alex Silva/A2 Studio

A carne, alimento fundamental na dieta do brasileiro, está ficando cada vez mais cara. No ano de 2020 o produto chegou a subir em torno de 18%, e devido a problemas climáticos e custos de produção, o aumento no preço do alimento continuará a ocorrer.

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No mês de fevereiro de 2021, o alimento sofreu uma alta de 1,72% em relação ao mês de janeiro. Segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), durante os últimos 12 meses, o valor da carne teve um acréscimo no total de 29,5%. O IPCA também é responsável por medir o nível da inflação no Brasil.

Com a elevação nos preços, a população vem buscando realizar substituições, e o ovo e a carne de frango são os escolhidos preferidos. Especialistas acreditam que o período da quaresma e o corte de custos que estão sendo realizados pelos frigoríficos, ajudarão a frear a subida. Contudo, o pagamento de novas rodadas do Auxílio Emergencial pode elevar o consumo de carne e o preço do alimento continuar a subir.

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Ainda segundo os especialistas, o motivo do aumento do preço do alimento está associado a más condições climáticas. Segundo Ricardo Nissen, assessor técnico da Comissão de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no final de 2020 ocorreu uma seca mais longa que o normal, tal fenômeno levou a um atraso na produção de boi de pasto.

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Mas a seca não é o único motivo, ainda, segundo Ricardo Nissen, havia um maior abate de fêmeas o que levou ao menor número de nascimentos de bezerros, diminuindo a população bovina no Brasil e consequentemente tornando a matéria-prima escassa para os frigoríficos.  

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