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Caso Miguel: Justiça determina nova condenação ao casal e mãe do menino desabafa e cita ‘intervenção divina’

Pequeno Miguel morreu após cair do 9º andar de um prédio de luxo em Recife.

G1

O caso de morte do pequeno Miguel, ocorrido no início do ano passado em Recife, gerou forte comoção nacional. A criança de 5 anos caiu no 9º andar das Torres Gêmeas na capital pernambucana após ser deixado pela mãe com a patroa, a empresária Sarí Corte Real, enquanto passeava com os animais de estimação da família.

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O processo segue em investigação, e na última semana, o Tribunal do Trabalho determinou a condenação da empresária e seu esposo, Sérgio Hacker, a pagar uma multa de R$ 386 mil para Mirtes Renata de Souza Santana, mãe de Miguel, que trabalhava como funcionária doméstica para família de Sarí. 

Estudante de direito, decisão tomada após a morte do filho, Mirtes concedeu entrevista ao portal UOL e comentou a decisão da Justiça, promulgada na última sexta-feira (12). 

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“É tudo intervenção divina. Deus é especialista em reviravoltas. Essa decisão vai me ajudar na minha ação cível e na trabalhista. Eles se negam a pagar a mim e minha mãe. Negam que houve vínculo empregatício”, disse a mãe da vítima.

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Irregularidades

Durante as investigações da morte de Miguel, foi revelado que Mirtes e sua mãe trabalhavam na casa do casal em Recife. Contudo, as duas eram registradas como funcionárias da Prefeitura de Tamandaré, município litorâneo, onde Sérgio exercia o cargo de prefeito. 

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Os depoimentos de testemunhas foram preponderantes para a identificação de irregularidades trabalhistas no caso. Segundo a advogada de Mirtes e da mãe dela, Karla Romeiro Cavalcanti, houve uma tentativa de distorção dos fatos, e sempre foi negado o vínculo trabalhista. 

A defesa de Sarí Corte Real e Sérgio Hacker foi procurada pelo portal UOL, mas disse que só se pronunciará sobre a condenação após ser notificada.

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