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Medicamento para tratar Covid-19 é aprovado, detalhes de sua utilização

Anvisa libera o uso do antiviral de forma experimental, contudo, há casos específicos para uso.

Foto: digicomphoto/iStock

Nesta sexta-feira (12), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, concedeu o registro, para o uso do antiviral da farmacêutica Gilead, o remdesivir. A utilização do remédio se dará de forma experimental, e foi o primeiro medicamento aprovado no Brasil para o tratamento da Covid-19.

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O antiviral é um medicamento que é aplicado diretamente na veia do paciente. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em novembro de 2020, emitiu uma nota que não recomendava a aplicação do medicamento em pacientes internados, pois ele não impedia a morte nem coibia a piora do quadro clínico dos pacientes por ele tratados.

Apesar da indicação da OMS, a Anvisa autorizou o uso do antiviral, pois, de acordo com a Agência, os estudos realizados pela farmacêutica Gilead e a FDA, Agência norte-americana responsável pela regulamentação de medicamentos, foram diferentes.

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O medicamento já está sendo utilizado pelos americanos de forma emergencial. No Brasil, a Anvisa recomendou o uso em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos, com pelo menos 40 quilos, e que estejam sofrendo com pneumonia e necessitam de ajuda de oxigenação; não deve ser utilizados e pacientes que estejam intubados.

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No Brasil, o medicamento será de uso exclusivo de hospitais, assim não poderá ser encontrado em nenhuma rede de farmácias. Ainda não há a definição de preços, contudo o tratamento nos EUA chega a custa 3,2 mil dólares, cerca de 18 mil reais. De acordo com os estudos realizados, não há contraindicação do medicamento.

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Contudo, para o antiviral começar a ser utilizado pelo SUS, o mesmo deverá passar pela aprovação da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec). 

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