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Bolsonaro critica novas restrições em SP e DF, fala do risco de greves e invasões em supermercados

Nesta quinta-feira, 11, Jair Bolsonaro fez duras críticas as novas medidas restritivas que estão sendo tomadas em SP e DF.

Sérgio Lima/Poder360

Na última quarta-feira, 10, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) adotou um tom moderado ao falar da Covid-19, usou máscara e até defendeu a vacinação contra a doença. Mesmo assim, nesta quinta-feira, 11, o chefe do Executivo fez duras críticas as novas restrições que vem sendo impostas por governadores para tentar conter o avanço da pandemia no Brasil, e chegou a classificar como “irresponsabilidades”.

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Segundo Bolsonaro, em função do lockdown o país pode sofrer com invasões a supermercados, fogos em ônibus e greves. A informação foi dada pelo presidente durante uma participação em uma reunião virtual do Senado. Diferente do dia anterior, Bolsonaro não apareceu de máscara durante a reunião, enquanto isso o auxiliar do presidente manteve o equipamento de proteção no rosto. Enquanto falava na reunião, o chefe do Executivo estava ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, no Palácio do Planalto.

Sem rodopiar, o presidente fez duras críticas as medidas que vem sendo adotadas pelos governadores do Distrito Federal, Ibaneis Roca (MDB), e de São Paulo, João Doria (PSDB). Vale ressaltar que também nesta quinta-feira, Doria anunciou uma “fase mais restritiva” em todo o Estado de São Paulo, incluindo até mesmo o toque de recolher, medida que também foi adotada no DF. Segundo Bolsonaro, o isolamento é a mesma coisa que um “sapo fervido”, que depois de uma determinada temperatura, “não sai mais da panela”.

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Mesmo assim, vale lembrar que em meio à pandemia o isolamento social e a restrição do comércio são as medidas mais recomendadas por especialistas. Também vale lembrar que, assim como outros estados brasileiros, SP e DF estão sofrendo pressão diante dos sistemas de saúde e alta de internações de pacientes com Covid-19.

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Bolsonaro questiona até quando a economia do país vai resistir, ressaltando que se a mesma colapsar, será uma desgraça. O presidente diz que, brevemente, o país pode sofrer com greves, fogo em ônibus, invasão a supermercado, paralisações e piquetes, por isso, questiona onde vamos chegar e diz que “será tarde para o sapo sair da panela”.

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