in

Técnica de enfermagem desabafa após ter que entubar irmão e mãe, que não resistiu à Covid: ‘Desespero grande’

Mãe de enfermeira acabou não resistindo às complicações da doença e morreu à espera de um leito de UTI.

COVID-19 - LUSA

A pandemia do coronavírus tem culminado em histórias comoventes ao longo do último ano de luta contra a doença. Em 2021, o cenário vem se desenhando ainda pior em relação ao período mais complicado, com hospitais lotados, e colapso em vários estados do país. 

Publicidade

Neste domingo (07), o “Fantástico”, da TV Globo, exibiu uma reportagem mostrando situações desoladoras de pacientes que não resistiu às complicações da Covid-19.

História forte 

Profissional de saúde na linha de frente contra a pandemia, a técnica de enfermagem Marivânia Gatti relatou uma situação impactante que teve que vivenciar na unidade hospitalar que trabalha: entubar o irmão e a mãe, infectados pela Covid-19.

Publicidade

Tudo se iniciou após o irmão dela, Alcindo Gatti, de 49 anos, ficar em quadro delicado na luta contra a doença. A mãe de Marivânia e Alcindo, a dona Helena Gatti, chegou a enviar áudios para o filho.

Publicidade

Contudo, depois de um mês dele internado, Alcindo não recebeu mais os áudios da mãe, isto porque ela também foi diagnosticada com o coronavírus. Integrante do grupo de risco, a idosa de 74 anos foi entubada em uma salinha improvisada em um hospital da cidade de Chapecó (SC).

Publicidade

A paciente, no entanto, acabou não resistindo às complicações da doença, e morreu à espera de um leito de UTI. 

“A minha mãe ficou esperando 3 dias por um leito de UTI. Eu sinto um desespero muito grande dentro de mim, não poder ter feito nada. O sentimento que eu tenho, assim, é de desespero, de perda, de impotência, angústia”, desabafou Marivânia em entrevista ao Fantástico. 

Nas últimas semanas, a cidade de Chapecó tem vivenciado um cenário caótico por conta da pandemia do coronavírus. Referência na Região Oeste, o município catarinense se encontra com um índice de lotação dos leitos altíssimos, tanto que muitos pacientes estão sendo transferidos para outras cidades.

Publicidade
Publicidade
Publicidade