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Corpo de idoso vítima da Covid-19 demora mais de 36h para ser recolhido de apartamento: ‘uma malvadeza’

Moradores do mesmo condomínio onde a vítima foi encontrada mostraram medo e revolta pela demora no recolhimento do corpo.

G1

O corpo de um idoso identificado como Manuel Vieira de Araújo, de 62 anos, demorou 36 horas para se devidamente recolhido de um apartamento. O caso aconteceu no residencial Torquato Neto, Zona Sul de Teresina. A vítima veio a óbito na última quinta-feira (04), mas só foi removido na madrugada deste sábado (06).

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Contatada pelo portal G1, a Diretoria de Unidade de Vigilância Sanitária Estadual (Divisa) informou que a família tem a responsabilidade por acionar o serviço funerário, que por sua vez, deve encaminhar o corpo para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que trabalha 24 horas por dia e tem plantão presencial para receber as vítimas do coronavírus. A liberação dos corpos, no entanto, só funciona das 7h até às 19h. 

Seu Manuel era natural de Pindaremirim, no Maranhão, e morava sozinho no apartamento onde foi encontrado sem vida. O idoso havia testado positivo para a Covid-19 no dia 25 do último mês, segundo exame encontrado no apartamento. Após seu desaparecimento, os vizinhos desconfiaram, e a vítima acabou sendo encontrada pela dona de casa, Francisca de Sousa, vizinha do homem. 

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Drama

Como os familiares de seu Manuel não foram localizados, Francisca foi a responsável por dar abertura nos trâmites para remoção do corpo do idoso. A demora para a retirada do corpo assustou e revoltou moradores do residencial onde a vítima morava por risco de contaminação do vírus.

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“Eu não estava com medo, porque eu pensei que iriam remover o corpo. Eu estava no hospital, mas, quando eu cheguei, soube que não tinham tirado ele. Eu acho uma malvadeza passar mais de 24 horas uma pessoa aí”, disse Josiane Feitosa, uma moradora do residencial, que está grávida de quatro meses. 

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