Bolsonaro quer impedir que estados e municípios negociem doses de vacinas: ‘quem paga é a União’

Executivo diz que presidente Jair Bolsonaro não admite que governos locais façam negociações.

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Enquanto o Brasil se aproxima da alarmante taxa de 11 milhões de infectados pelo coronavírus, com mais de 1.500 mortos no último domingo (5), uma notícia alarmante deixa os brasileiros bastante preocupados.

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De acordo com a coluna de Josias de Souza, do UOL, um executivo do Ministério da Saúde informou que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), não quer ser ofuscado por governadores e prefeitos, e mandou o ministro da Saúde, Pazuello, centralizar as negociações pela compra das doses de vacina contra o coronavírus.

Agora, por ordem do presidente, corre para evitar que estados e municípios comprem as vacinas que a União negligenciou”, diz trecho do texto que foi veiculado pelo portal de notícias do UOL.

O executivo da pasta da saúde disse ainda que o presidente foi incisivo ao dizer que não admite que haja consórcio de prefeitos ou até alianças de governadores que façam a substituição da negociação com os fabricantes dos imunizantes. Ainda segundo o texto, o presidente disse que isso seria uma “gentileza com chapéu alheio”, ou seja, eles compram as vacinas, mas quem paga é ele.

Durante essa última semana, Jair Bolsonaro reagiu de maneira bastante dura contra essa pressão que está acontecendo pela compra das vacinas. Pressionado pelos governadores estaduais, o presidente disse: “só se for na casa da tua mãe, não tem para vender no mundo”. Respondeu ele quanto à cobrança para que a União compre mais doses e acelere ainda mais esse processo para imunizar mais pessoas. Até o momento, apenas profissionais de saúde e idosos foram vacinados no país.

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