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Doença da urina preta não tem tratamento específico e venda de peixe pode ser proibida após morte de mulher

Pernambuco e Bahia são os estados brasileiros que já registraram casos da doença.

Metrópoles

Nas últimas semanas, a “doença da urina preta” ganhou os holofotes dos noticiários. Os casos da Síndrome de Haff cresceram exponencialmente e ligaram o alerta de especialistas, principalmente após a morte da médica veterinária Priscyla Andrade, de 31 anos, residente em Recife.

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A jovem ingeriu peixe da espécie arabaiana em um almoço com familiares, e apresentou sintomas graves, sendo diagnosticada com a doença rara. Após semanas lutando pela vida, ela acabou não resistindo e morreu nesta semana. 

Acompanhada da irmã, que também apresentou sintomas mais leves da doença e ficou internada por quatro dias, Pryscila deu entrada no Real Hospital Português dia 18 de fevereiro, sentindo mal-estar e fortes dores. Internada em um leito de UTI, ela acabou não resistindo às complicações do problema raro e teve morte cerebral detectada.

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Tratamento específico inexistente

Pouco conhecida, a Síndrome de Haff, pode acarretar destruição das fibras musculares, uma vez que a bactéria se desenvolve rapidamente no organismo. Além das fortes dores musculares, a urina fica escura em função da morte de partículas, a substância é liberada para a corrente sanguínea, e quando passa pelos rins, muda a colocação da urina, ficando com uma cor de café. 

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Infectologista do Hospital San Gennaro, a Drª Claudia Maruyama, disse “não ser possível haver uma técnica para saber se o pescado está contaminado”, uma vez que a doença é transmitida por peixes de água doce. Por ser uma doença rara, ainda não há um tratamento específico.

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Além disso, especialistas ainda divergem sobre a origem da síndrome nos peixes. Uns acreditam que o problema se dá pelo fato deles se alimentarem de algas com toxinas, enquanto outros creditam a síndrome à má conservação dos peixes. 

Suspensão da venda

Após a morte de Priscyla Andrade, as autoridades passaram a recomendar a não comercialização do peixe da espécie arabaiana, até que se tenha mais informações sobre a doença rara. Somente em Pernambuco, cinco casos da Síndrome de Haff foram diagnosticadas nestes primeiros meses de 2021. Até o momento, só este estado e a Bahia registraram casos da doença em solo nacional.

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