O diretor-geral de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, que foi indicado pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir a presidência da Petrobras, foi o responsável pelo fechamento do escritório onde trabalhava Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja, noiva do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2019, pouco tempo após ter assumido a usina, o general centralizou as operações do órgão em Foz do Iguaçu, o que acabou resultando no fechamento do escritório da estatal localizada em Curitiba, onde trabalha 115 funcionários, entre eles, Janja. Com o fechamento do escritório, todos os funcionários puderam escolher se preferiam se desligar da empresa por meio do programa PDV (Programa de Demissão Voluntária) ou se mudar para uma cidade da região oeste.
Na ocasião, Janja namorava Lula, que estava preso por corrupção, e escolheu por se desligar do escritório, onde trabalhou por mais de 14 anos e recebia mensalmente R$ 20 mil. Em janeiro de 2020, o desligamento da socióloga dos quadros da Itaipu foi formalizado.
Na sexta-feira, 19, Jair Bolsonaro anunciou a demissão do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e indicou o general Joaquim Silva e Luna para substituí-lo no cargo.
De acordo com o chefe do Executivo, a substituição deve acontecer após o encerramento do ciclo, que dura dois anos, de Roberto Castello Branco. Na terça-feira, 23, o conselho de administração da companhia se reuniu para discutir se o atual presidente da estatal irá continuar por mais dois anos no cargo ou não.