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Gêmeos que morreram de Covid-19, com seis dias de diferença, têm mãe idosa que sobreviveu à doença

O advogado Felipe Cuiabano Barbosa e seu gêmeo, o dermatologista Fábio Cuiabano, de 56 anos, foram internados com um dia de diferença.

AFP/Marcio James

O advogado Felipe Cuiabano Barbosa, de 56 anos, morreu no último domingo, 14, vítima do coronavírus. Felipe estava internado em um hospital do Rio de Janeiro desde o dia 24 de dezembro de 2020, e chegou a apresentar uma melhora em seu quadro clínico, mas piorou nos últimos dias. A morte do advogado veio apenas seis dias depois da morte do seu irmão gêmeo, o dermatologista Fábio Cuiabano, que também estava com Covid-19.

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Felipe e Fábio era gêmeos univitelinos e, além da mesma causa da morte, um outro detalhe chamou a atenção no caso dos irmãos: eles precisaram ser internados devido a complicações causadas pela doença com apenas um dia de diferença.

O advogado deixou três filhos, frutos de dois relacionamentos anteriores. A mãe dos gêmeos, Clotilde Cuiabano Barbosa também já foi diagnosticada com o coronavírus. Com mais de 80 anos, Clotilde conseguiu se curar da doença. Tanto Felipe quanto Fábio morreram sem descobrir onde contraíram a Covid-19.

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Vale lembrar que o Rio de Janeiro vai interromper a campanha de vacinação contra o coronavírus devido à falta de doses dos imunizantes. O prefeito do município, Eduardo Paes (DEM) confirmou a paralisação da campanha de vacinação na manhã desta segunda-feira, 15. Antes disso, no sábado, 13, ele chegou a afirmar estar na expectativa de receber novas doses dentro de 48 horas.

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Além do Rio de Janeiro, outros municípios da região metropolitana e da baixada fluminense também já anunciaram que as doses que possuem são suficientes para manter a campanha apenas por mais alguns dias.

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Diante do caso, uma das alternativas que vêm sendo estudada é a utilização das doses reservadas para a segunda dose dos brasileiros que já se vacinaram, contudo, isso depende muito de uma garantia de que um novo lote de imunizantes seja entregue até a primeira semana de março.

A campanha de vacinação brasileira definiu os grupos prioritários para receber os imunizantes. Atualmente, a maioria dos estados vem vacinando os idosos.

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