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Menino que foi encontrado em barril toma atitude emocionante em hospital: ‘É para você não esquecer de mim’

Menino de 11 anos era mantido em barril de ferro com mãos e pernas acorrentadas.

R7

O caso do menino de 11 anos, que foi encontrado acorrentado dentro de um barril no último final de semana, em Campinas (SP), gerou forte comoção nacional e revolta. Bastante debilitado, o garoto foi resgatado por uma equipe da Polícia Militar, após denúncias de vizinhos.

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Com um quadro de desnutrição grave, o garoto foi levado para uma unidade hospitalar da cidade paulista para readquirir o peso ideal, e surpreendentemente já conseguiu estabelecer o seu estado de saúde, sendo encaminhado na última quarta-feira (03) para um abrigo, sob acompanhamento do Conselho Tutelar, enquanto o caso segue sob investigação e a tia tenta regularizar os imbróglios para ficar com sua guarda.

Gesto emocionante

Antes de receber alta médica no Hospital Mário Gatti, o garoto fez amizade com um companheiro de internação. Em entrevista ao UOL, o pai do novo amigo da vítima, Renato Siqueira Santos, de 36 anos, contou detalhes de como o garoto chegou debilitado na unidade hospitalar e revelou que ele rapidamente interagiu com seu filho.

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Segundo Renato, mesmo tendo vivenciado todo o trauma acerca de torturas que recebia, o menino se mostrou bastante animado, e deu um trator de brinquedo para o novo amiguinho de 5 anos, filho do entrevistado. 

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“Foi algo muito bonito, que me emocionou demais. Quando ele estava se despedindo do meu filho, deu esse brinquedo, dizendo que era para meu filho nunca se esquecer dele”, lembrou Renato, que viu seu filho presentear o menino com um boneco do Hulk, repetindo os mesmos dizeres da vítima do caso de tortura. 

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“Em troca, ele recebeu um boneco do Hulk. E meu filho disse: ‘E isso é para que você não se esqueça de mim'”, contou Renato, bastante emocionado.

Investigação

No início da semana, o pai do garoto, a namorada dele e a filha desta mulher tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. O auxiliar de serviços pode pegar até dez anos de prisão por manter o filho em condições deploráveis. As possíveis penas das outras duas acusadas, se condenadas, serão menores, ambas respondem por omissão. 

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