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Revoltados, vizinhos invadem e depredam casa onde menino era mantido acorrentado em barril; tio impede o pior

Caso segue sendo apurado pelas autoridades; três suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada.

G1 - R7 - Montagem

A residência onde o menino de 11 anos era mantido acorrentado dentro de um barril de ferro foi alvo de invasão e depredação na noite da última segunda-feira (01). Revoltados com o caso de tortura, que culminou na prisão do pai do garoto, a namorada dele e a filha desta mulher, populares entraram na residência, e o estrago só não foi pior, porque o irmão do acusado chegou no local, implorando que a estrutura não fosse colocada abaixo. 

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De acordo com informações repassadas ao portal UOL, a invasão ocorreu entre 21h e 22h30. Os vizinhos bagunçaram toda a cozinha, derrubando potes com bolachas e outros produtos pelo chão. 

Residente no mesmo bairro, o tio da criança, Paulo Henrique dos Santos, tomou conhecimento da invasão e foi até a casa do irmão, com o objetivo de evitar uma destruição completa do local. 

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“Eu fui lá pedir para o pessoal parar com isso. Essa não é a forma de se cobrar justiça. Meu irmão errou, todos sabemos disso. Mas destruir a casa me parece uma atitude desnecessária”, disse ele, em entrevista concedida ao UOL.

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A estrutura da residência não foi danificada, apenas o interior da casa ficou com móveis e objetos revirados. A Polícia Militar não chegou a ser acionada para atender a ocorrência.

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Internado

Resgatado com quadro de desnutrição grave, o menino de 11 anos segue internado no Hospital Ouro Verde. De acordo com o último boletim divulgado, o estado de saúde dele é considerado bom. O garoto, que está sob a tutela de uma tia paterna, ficará na unidade hospitalar até adquirir o peso ideal.

Na última segunda-feira (01), os três suspeitos tiveram a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, após determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em depoimento à polícia, o pai disse que o menino era muito agitado e que resolveu aplicar as torturas como forma de educá-lo.

Um inquérito foi aberto para apurar a responsabilidade do Conselho Tutelar no caso. O órgão admitiu que tinha recebido denúncias de maus-tratos na família, mas afirmou desconhecer qualquer tipo de violência como o que foi evidenciado após a operação da PM.

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