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Arthur Lira não poderá se ‘submeter’ a Bolsonaro, dizem ex-presidentes da Câmara

O próprio filho de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, faz questão de ressaltar que o compromisso de Arthur Lira não é com o presidente.

Divulgação

Após assumir o cargo de Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) não poderá agir apenas cumprindo ordem do chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (sem partido), que, vale lembrar, trabalhou para colocá-lo no cargo de sucessor de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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Essa informação foi passada à reportagem da BBC News Brasil por três ex-presidentes da Casa. Eles afirmam que a dinâmica da instituição e os compromissos que foram firmados pelo até então candidato com os demais deputados, durante a eleição, acabam o obrigando a manter independência em relação ao Palácio do Planalto.

Com 302 votos, Lira foi eleito durante o primeiro turno na noite da última segunda-feira, 1, para comandar a Câmara dos Deputados pelos próximos dois anos. Desta forma, ele deve deixar o cargo em fevereiro de 2023.

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A BBC News Brasil conversou com três ex-presidentes da Câmara: Aldo Rebelo, Arlindo Chinaglia e Marco Maia. Além disso, a reportagem também tentou contato com o ex-presidente da República Michel Temer (MDB), mas não teve sucesso.

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Vale lembrar que, nas últimas semanas, o governo Bolsonaro se movimentou bastante no intuito de garantir a eleição de Lira. Apenas de verbas para deputados foram dois projetos bilionários aprovados. Um deles, com verba de R$ 1,9 bilhão, e o outro com R$ 6,1 bilhões.

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Após a eleição de Lira, o filho do presidente Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), comemorou e aproveitou para criticar o ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Eduardo diz esperar que a Casa tenha um presidente “que não siga nessa linha do Maia de sabotar”. Além disso, o deputado ainda ressalta que o compromisso de Lira não é com Bolsonaro.

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