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Tio de menino preso em barril traz revelações sobre o caso e detona Conselho: ‘Eles iam esperar ele morrer?’

Garoto segue internado em uma unidade hospitalar de Campinas para readquirir o peso ideal para sua idade.

Cidade ON

O caso do menino de 11 anos que era mantido acorrentado em um barril em sua residência em Campinas e submetido a condições desoladoras pelo próprio pai, madrasta e a filha dela, causou forte comoção e revolta na população brasileira. Os suspeitos do crime tiveram a prisão preventiva decretada na última segunda-feira (01), pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

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Nesta terça-feira (02), o site A Cidada ON, de Campinas, publicou uma entrevista com o tio do menino, Paulo dos Santos, que é irmão do pai da vítima. Na conversa com o portal, o eletricista revelou que era impedido de entrar na residência da família, situada no Jardim Itatiaia, tendo visto o sobrinho pela última vez no dia 23 de dezembro. Na oportunidade, Santos disse que foi fazer um serviço para o acusado, quando se deparou com o menino bem magro. 

Após isso, o irmão esteve na casa da família mais duas vezes, contudo, em nenhuma delas avistou o sobrinho, isto porque foi impedido de entrar na casa pela madrasta. 

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Na entrevista, Santos disse que o sobrinho tem um perfil agitado, mas algo considerado normal para uma criança, e que em nenhuma hipótese justificaria a ação do irmão.

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Justiça e críticas

Ainda na entrevista, Santos classificou o irmão e a cunhada como culpados, e diz esperar justiça, para que eles paguem pelos seus atos. No entanto, o tio da vítima fez questão de tecer críticas aos órgãos Conselho Tutelar e Caps (Centro de Atenção Psicossocial), que tinham conhecimento do caso há cerca de um ano. 

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“Mas também tem a culpa da autoridade. O Conselho Tutelar, o Caps (Centro de Atenção Psicossocial) que atendia ele. Eles iam esperar ele morrer?”, disse Paulo dos Santos.

Logo após o caso do menino ganhar repercussão nacional, o Conselho Tutelar admitiu que já recebia denúncia de maus-tratos, mas nunca tomou conhecimento de tamanha violência. A atuação do órgão será investigada para identificar se houve falha. 

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